Na última terça-feira (26), o governo do Rio Grande do Sul revelou o projeto da futura cadeia pública de Passo Fundo. A nova unidade, que terá capacidade para 800 detentos em regime fechado, traz como destaque uma arquitetura voltada para a ressocialização dos apenados, oferecendo oportunidades de capacitação, educação e trabalho prisional.
A construção está programada para iniciar até o dia 31 de dezembro de 2026, em um terreno localizado às margens da BR-285, no trecho que liga Passo Fundo a Carazinho. Com aproximadamente 18,5 mil metros quadrados, o prédio contará com quatro módulos de convivência.
Os módulos A e B abrigarão 378 vagas distribuídas em 50 celas, enquanto os módulos C e D contarão com 384 vagas, divididas em 96 celas. O módulo de triagem terá 38 vagas, totalizando 800. As celas terão capacidades diferentes, podendo acomodar uma, duas ou até oito pessoas.
De acordo com a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), a nova unidade também será equipada com setor administrativo, sala de espera para visitas, área técnica, cozinha para os servidores, área de panificação, cozinha geral, canil, módulos de revista, e áreas destinadas ao ensino, trabalho, saúde e visitas.
Além disso, a estrutura incluirá hortas para a produção de alimentos, que irão abastecer parte do consumo da unidade. Adicionalmente, um pavilhão de trabalho e reciclagem, bem como um alojamento para os servidores, com academia e área de convivência, serão implementados. Uma estação de tratamento de esgoto própria também faz parte do projeto.
O principal objetivo do projeto é promover a ressocialização dos detentos, reservando grande parte da área construída para pavilhões de trabalho e módulo de ensino. Essa abordagem inovadora tem o intuito de incentivar a reintegração dos apenados à sociedade de forma mais preparada e com maiores oportunidades, conforme afirmou o secretário da SSPS, Luiz Henrique Viana.
O investimento previsto para a estrutura é de aproximadamente R$ 100 milhões. A documentação técnica referente ao projeto arquitetônico da unidade já foi encaminhada pela secretaria à Caixa Econômica Federal.
Além disso, o projeto incorpora estratégias de sustentabilidade, como a instalação de painéis solares e energia fotovoltaica, cisternas para captação de água da chuva e um sistema biodigestor para o reaproveitamento de resíduos orgânicos.
A demanda por uma nova penitenciária em Passo Fundo surgiu há quase duas décadas, em 2004, após o Presídio Regional de Passo Fundo ser interditado por superlotação. Após uma série de desafios, o governo está comprometido em finalmente concretizar esse importante projeto, que visa proporcionar condições mais humanizadas e eficazes para o cumprimento de penas, além de promover a ressocialização dos indivíduos.
Fonte: GZH






