Na última semana, o Estado do Rio Grande do Sul testemunhou significativos avanços na implantação das lavouras de soja e milho, conforme indicado pelo Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira. A semeadura do milho atingiu 75% da área projetada, totalizando 817,5 mil hectares. Destas, 93% encontram-se em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo, enquanto 7% já se encontram em fase de floração. O desenvolvimento da cultura tem sido favorável, impulsionado pelas condições climáticas propícias.
No caso da soja, o plantio avançou de forma mais notável no Sul do Estado, devido às condições de solo favoráveis, embora ainda em percentuais iniciais. No Norte do Estado, a implantação ocorreu em momentos de clima propício, permitindo a entrada nas lavouras e o preparo das áreas. A estimativa inicial para a safra 2023/2024 é de 6,74 milhões de hectares destinados à soja.
Na Fronteira Oeste, lavouras de milho enfrentam relatos de ataques de lagarta-do-cartucho, inclusive em híbridos com diferentes biotecnologias de resistência, exigindo a aplicação de inseticidas para controle. Produtores estão monitorando o desenvolvimento das lavouras após aplicações de fertilizantes em cobertura, com risco de perdas devido às chuvas intensas, especialmente em áreas inclinadas e com solo pouco estruturado.
A região administrativa de Bagé detém a maior área destinada à soja, com 1,09 milhão de hectares de um total de 6,74 milhões no Estado. Na Campanha, o retorno de chuvas abundantes após um período de 20 dias de clima seco foi benéfico para as lavouras, especialmente para aquelas em que os produtores enfrentaram desafios no preparo do solo devido à baixa umidade.
Fonte: Correio do Povo






