A goleada por 3 a 0 sobre o Ypiranga, neste domingo à noite, deixou muito bem encaminhada a vaga do Inter para a final do Campeonato Gaúcho. Pelo regulamento da competição, até mesmo uma derrota por dois gols de diferença é suficiente para o colorado se garantir na decisão. Soma-se isso ao fato de que, dias depois, o time terá uma longa viagem até Belém, no Pará, onde enfrenta o Remo, pelo Campeonato Brasileiro, e a tendência é que os reservas mais uma vez iniciem o jogo contra a equipe de Erechim.
A possibilidade foi admitida pelo próprio Paulo Pezzolano na entrevista após o jogo. “Tudo pode ser. Vamos pensar durante a semana e tomar a melhor decisão”, afirmou o treinador, reiteradamente citando o termo “minutagem” para reafirmar a necessidade de que todos os jogadores estejam com o melhor ritmo de jogo, ao mesmo tempo em que a carga de esforço não seja demasiada.
“Temos que jogar como se estivesse tudo empatado”
Sem fugir de nenhuma pergunta, mas respondendo todas de forma objetiva e com poucas frases, Pezzolano elogiou a atuação do time, mas frisou que a mentalidade para a partida de volta não pode incluir qualquer tipo de soberba. “Temos que começar o jogo como se tudo estivesse empatado. Vamos jogar contra um time muito aguerrido. Se tomamos um gol antes, tudo fica mais complicado”, analisou.
Para além da minutagem, o uruguaio disse que também levou em conta na hora de optar pelos reservas hoje o esforço feito pelo time na derrota para o Palmeiras, dias antes, pelo Campeonato Brasileiro. “No último jogo, houve um desgaste muito grande. E aqui (em Erechim), sabíamos que é um campo de grama pesada”, justificou.
Correio do Povo






