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Júri sobre morte de jovem assassinada em Soledade ocorre nesta terça-feira

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Está marcado para esta terça-feira (07) o julgamento de quatro réus acusados de envolvimento na morte da jovem Paula Perin Portes, de 18 anos, em Soledade. O júri inicia às 13h30min, na Câmara de Vereadores do município, e não há previsão de término.

O caso, que completa mais de cinco anos, segue gerando forte comoção, principalmente para a família da vítima. A mãe, Marizete Perin, relata que vive à espera de justiça desde o crime

Os réus respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Serão julgados Gesriel da Cunha Wedy, Dionatan Portella da Silva, Micael Willian Rossi Ortiz e João Albino Abegg dos Santos. Ao todo, 16 testemunhas de defesa e acusação devem ser ouvidas durante o julgamento.

Paula desapareceu na noite de 11 de junho de 2020, após sair da casa de amigos para encontrar Micael Ortiz, em uma residência em Soledade. Conforme as investigações, cinco homens estavam no local, sendo que quatro foram indiciados e irão a júri.

A jovem foi morta por asfixia e teve o corpo ocultado em uma área de difícil acesso no interior do município. A bolsa da vítima foi localizada no dia 4 de agosto daquele ano, em um açude às margens da BR-332. Já o corpo foi encontrado no dia 17 de agosto, após diversas buscas.

Segundo o Ministério Público, o crime teria sido motivado por vingança. A investigação aponta que Paula teria presenciado agressões praticadas por Dionatan contra a ex-companheira, além de ter conhecimento de possíveis ligações dele com atividades criminosas.

A defesa de João Albino Abegg dos Santos afirma que espera que o julgamento ocorra dentro da normalidade, mesmo diante da grande repercussão do caso. Os advogados sustentam que as provas indicam para a absolvição do acusado.

O advogado criminalista José Paulo Schneider conversou com a Rádio Uirapuru e destacou a complexidade do processo e a possibilidade de um julgamento prolongado.

“Trata-se de um caso complexo, com vasto acervo probatório, inúmeras testemunhas, depoimentos longos. Enfim, é um processo volumoso. Por essa razão, até mesmo pelo número de acusados (quatro no total), é natural que o julgamento se prolongue. Esperamos que o jurado consiga assimilar toda a prova a ser produzida em plenário e, especialmente, possa individualizar as condutas de cada acusado, com a consequente absolvição de João.”

A defesa de João é realizada pelos criminalistas Felipe de Oliveira e José Paulo Schneider.

O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades e será decidido pelo Tribunal do Júri. A Rádio Uirapuru vai acompanhar o julgamento.

Rádio Uirapuru

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