A pandemia do novo coronavírus mostrou a importância da atuação dos profissionais de saúde. No Dia do Radiologista, comemorado nesta terça-feira, 8 de novembro, o Rio Grande do Sul celebra o trabalho de tecnólogos, técnicos e auxiliares em Radiologia, que exercem atividades determinantes para o diagnóstico e análise das complicações de doenças, como uma tomografia computadorizada ou raio-x. Para o Conselho Regional de Técnicos em Radiologia do Rio Grande do Sul (CRT6), a pandemia mostrou o papel das técnicas radiológicas na saúde.
A presidente do CRT6, Cléia Regina Santos de Sequeira, explica que a história da radiologia começou em 1895, com a descoberta experimental dos raios-x pelo físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen. As aplicações médicas revolucionaram a medicina, pois havia se tornado possível a visão do interior dos pacientes. “A comunidade médica percebeu que isso era fundamental para a medicina”, destaca, acrescentando que vários diagnósticos são produzidos a partir de imagens coletadas por técnicos e tecnólogos.
No Dia do Radiologista, ela afirma que a categoria deve refletir sobre o que espera em relação à profissão. “É um dia para refletirmos sobre o que queremos alcançar e o espaço que a gente busca. A gente sempre busca aprimoramento, valorização profissional e reconhecimento da sociedade”, afirma. No Estado, são 7.809 profissionais credenciados pelo CRT6. No Brasil, são 135.610 profissionais. “A radiologia tem várias áreas de atuação, como raio-x convencional, tomografia computadorizada, ressonância magnética, densitometria, medição nuclear, entre outros”, destaca.
Durante dois anos de pandemia, a atuação dos profissionais das técnicas radiológicas serviu para mostrar a importância da categoria. “A comunidade percebeu que o técnico em radiologia era essencial na linha de frente em função do diagnóstico para Covid-19 aparecer em tomografias computadorizadas”, explica. Ela destaca ainda a importância do CRT6 na fiscalização da atuação desses profissionais e na realização de palestras. “Somos os olhos do médico. Com base nas nossas imagens, ele consegue chegar a alguma conclusão”, completa.
Por conta da demanda por bons profissionais, Cléia afirma que o mercado de radiologia é concorrido. Em geral, nos cursos oferecidos pelas escolas técnicas, é necessário passar por 1.800 horas/aula para concluir a formação. Para formação de curso superior, a carga exigida é de 2.800 horas/aula. “É uma profissão bastante concorrida, porque temos poucas instituições de saúde em Porto Alegre. E na maioria das cidades temos apenas uma instituição hospitalar”, conclui.
Fonte: Correio do Povo






