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Nova falha no sistema elétrico deixa mais de 3 milhões sem luz no leste de Cuba

Foto: Yamil Lage/AFP
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Cuba registrou um novo apagão parcial em seu sistema elétrico nesta quarta-feira (4), afetando cerca de 3,4 milhões de pessoas em quatro províncias do leste da ilha: Holguín, Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo. A interrupção foi confirmada pela empresa estatal Unión Eléctrica.

A falha ocorreu em uma linha de alta tensão de 220 kV na província de Holguín, que desligou repentinamente. O problema levou ao desligamento da central termoelétrica de Felton, a maior geradora de energia do leste cubano, além de outra usina e uma subestação na mesma região.

Este é o segundo apagão parcial em pouco mais de quatro meses e acontece em meio a uma grave crise energética que já vinha afetando a ilha. Desde meados de 2024, os cubanos enfrentam apagões diários que podem ultrapassar 20 horas, especialmente nas cidades.

Em 31 de janeiro, o país havia registrado o maior apagão desde 2022, deixando 63% do território nacional sem energia ao mesmo tempo. Atualmente, sete das 16 centrais termoelétricas do país estão fora de operação – por avarias ou falta de manutenção –, incluindo duas das três maiores.

Fatores estruturais e pressão externa

Especialistas atribuem a crise ao subfinanciamento crônico do setor elétrico, totalmente estatal desde a revolução de 1959. Estima-se que sejam necessários entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões para estabilizar o sistema.

A situação se agrava com o embargo petrolífero imposto pelos Estados Unidos, que suspendeu o envio de petróleo venezuelano a Cuba após a crise política em Caracas no início de janeiro. Na semana passada, o governo Trump emitiu uma ordem executiva permitindo tarifar países que vendam petróleo a Havana.

O porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a situação humanitária em Cuba pode “entrar em colapso” se as necessidades petrolíferas do país não forem atendidas. Enquanto isso, o governo cubano segue “verificando as causas” do último apagão, em meio a protestos populares motivados pela escassez energética.

Francês News

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