O caso da mulher de 21 anos que teria planejado matar a mãe e participado do assassinato do próprio irmão, 17 anos, surpreendeu policiais civis em Porto Alegre. Nesta terça-feira, a jovem foi detida durante a Operação Frater Malus, que também resultou na prisão do pai dela e do namorado.
De acordo com o delegado Gabriel Borges, titular da 1ª Delegacia de Homicídios (DHPP), a vítima era o meio-irmão da jovem investigada. Já a motivação do crime, seria o fato de filha e mãe namorarem integrantes de facções rivais.
“Ao longo de 16 anos de atuação na Polícia Civil, eu nunca havia visto algo assim. Uma filha que planeja matar a mãe e, pelo simples fato de não encontrá-la, decide executar o irmão a sangue frio. É um caso chocante”, avalia o titular da 1ª DHPP.
Ainda segundo Borges, mãe e filha já tinham histórico de desentendimentos. Entretanto, a situação ganhou contornos letais quando elas passaram a namorar membros de quadrilhas opostas e que disputam pontos de tráfico na região.
Entenda o crime
O homicídio em questão foi registrado no dia 23 de abril, quando dois homens armados invadiram uma casa no bairro Agronomia. A intenção da dupla seria matar a dona da residência e o companheiro dela, mas o casal não foi encontrado ali. Somente o filho da proprietária estava no interior do imóvel naquele momento.
De acordo com a apuração policial, os atiradores consultaram a irmã do rapaz e o namorado dela, que seria liderança de uma facção e teria dado ordem para que, na ausência dos alvos, fosse executado quem estivesse no local.
A vítima era o meio-irmão da investigada. A mãe dela, após o fim do casamento com o pai, teria iniciado um relacionamento com outro homem, que seria integrante de uma facção rival ao grupo criminoso que a enteada pertence.
A rivalidade entre quadrilhas seria o motivo da mulher ter orquestrado a morte da mãe e do padrasto. Já o namorado da jovem, que está recolhido na Penitenciária Estadual de Arroio dos Ratos (Pear), teria coordenado a empreitada criminosa de dentro do sistema prisional.
“Os atiradores utilizaram um celular para fazer chamadas de vídeo com o apenado na data do crime. Além disso, de dentro da penitenciária, o detento autorizou a execução do adolescente e ordenou que a casa fosse incendiada”, pontua o titular da 1ª DHPP.
Correio do Povo






