A atuação da Polícia Federal na análise das imagens do incidente ocorrido no Aeroporto Internacional de Roma, envolvendo supostas hostilidades ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está gerando discordância entre os peritos criminais federais. Eles expressam preocupação com a falta de participação profissional e rigor científico no processo.
A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais enfatiza que as gravações não passaram pela avaliação dos especialistas com o “método e rigor científico necessários”. Além disso, aponta que procedimentos não periciais, como o relatório em questão, não atendem aos requisitos de imparcialidade e suspeição.
A APCF destaca a relevância da produção de provas isentas no processo criminal, referindo-se ao Código de Processo Penal para ressaltar a “imprescindibilidade da produção isenta da prova no processo criminal”.
Os peritos afirmam que possuem “autonomia técnica, científica e funcional para assegurar a idoneidade da prova justa e equidistante das partes”.
O relatório, tornado público pelo ministro Dias Toffoli, foi elaborado por um agente de classe especial da PF, baseando-se em imagens congeladas que retratam o ocorrido em Roma. O documento, com 51 páginas e 146 prints dos vídeos, apresenta uma “interpretação parcial” do incidente no saguão de Fiumicino.
Segundo a avaliação da PF, o empresário Roberto Mantovani Filho e sua esposa Andrea Munarão tiveram uma “atitude hostil e agressiva” que “contribuiu significativamente para o desencadeamento da discussão com o filho do ministro Alexandre de Moraes, culminando em uma aparente agressão física”.






