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Pesquisa realizada pela Comissão “Água na Torneira” aponta desejo de municipalização da água em Carazinho

Foto: Reprodução
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Uma pesquisa feita pela Comissão Comunitária Água na Torneira em Carazinho apontou que 90% da população deseja a municipalização da água no município. O compilado do levantamento pode ser conferido abaixo.

O dado mostra o descontentamento da comunidade com o abastecimento hoje operado pela Corsan Aegea na cidade. Desde a privatização da estatal, as reclamações quanto a falta de água e situações relacionados às faturas são corriqueiras.

Criada recentemente por moradores de várias partes da cidade, a comissão busca intermediar os problemas do saneamento em Carazinho junto a empresa. Um grupo criado no WhatsApp tem sido uma das ferramentas para reunir as demandas e buscar soluções. Os líderes tem se reunido com autoridades do Executivo Municipal, da própria Corsan Aegea e até da AGERGS, a Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul.

O presidente da comissão, Natalino da Silva, servidor público aposentado da Corsan e conhece bem o universo do abastecimento, destaca que a pesquisa ainda revelou que 81,7% dos que responderam ao questionário disseram ter enfrentado falta de água nos últimos 30 dias e 93,7% defendem o rompimento do contrato atual.

Baseado nestas informações, a comissão fará uma manifestação na próxima semana, com a instalação de uma faixa na saída de Carazinho para Não-Me-Toque, nas imediações do acesso ao bairro Planalto. Como haverá bastante movimentação naquela região em virtude da realização de um grande evento na cidade vizinha, a objetivo é chamar a atenção para o anseio da comunidade em torno da municipalização. “Vamos pedir a saída da Aegea e a municipalização da água”, confirmou.

Silva contou que as líderanças já externaram ao Executivo este desejo. “O prefeito nos disse que é um assunto complexo para decidir por impulso. Está analisando outras possibilidades. Apresentamos a ele uma empresa de Passo Fundo, para que possam discutir outras possibilidades, por exemplo, a assinatura do aditivo, mas com mudanças que beneficiem o município e a população, rompimento do contrato e municipalização e/ou rompimento e abertura de licitação. São as três opções que podem ser feito”, mencinou o presidente da comissão.

O Correspondente

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