Policiais Civis do Rio Grande do Sul estão preparados para uma paralisação que ocorrerá nos dias 8 e 9 de agosto, com o objetivo de direcionar o foco às suas reivindicações e promover um diálogo efetivo com as autoridades. O anúncio foi feito visando conscientizar a população sobre os motivos subjacentes à interrupção temporária de suas atividades, especialmente enfatizando a falta de engajamento do governo em negociar suas demandas.
Diego Milani, um dos representantes dos Policiais Civis da 6ª Região Policial e membro do UGEIRM Sindicato, explicou que a paralisação busca esclarecer os fundamentos que a respaldam. Entre as pautas prioritárias, destacam-se a necessidade de reposição salarial, promoções, igualdade de remuneração entre comissários de polícia e capitães da Brigada Militar, além do apoio ao Projeto de Lei 04/2023. Esse projeto visa a restauração da paridade e integralidade dos policiais que ingressaram após o ano de 2015.
O movimento dos Policiais Civis reforça que a qualidade dos serviços de segurança pública está no cerne de sua luta, visto que desempenham um papel vital na redução dos índices de criminalidade no estado. Durante os dias de paralisação, as atividades serão concentradas em frente a várias delegacias, sendo a manifestação principal programada para ocorrer em Passo Fundo, em frente à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), a partir das 9h. Os serviços prestados estarão limitados a casos urgentes, incluindo flagrantes e ocorrências graves.
A decisão de paralisar as atividades foi tomada após uma reunião do Conselho de Representantes da UGEIRM, com o respaldo da ASDEP (Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul) e ACP (Associação dos Comissários de Polícia RS). A medida busca chamar a atenção das autoridades para as necessidades dos profissionais e ressaltar a importância de um diálogo construtivo em prol da segurança pública no estado.
Os Policiais Civis também destacam os impressionantes números de redução de crimes no último ano:
- Redução de 17,2% no número de latrocínios;
- Redução de 32,2% no número de feminicídios;
- Redução de 10% nos roubos de veículos;
- Redução de 14,7% nos roubos no transporte coletivo;
- Redução de 17,9% nos roubos em áreas rurais.
Com informações: Fernando Kopper
Fonte: Rádio Uirapuru






