O Rio Grande do Sul está prestes a adotar o estado de emergência zoossanitária recomendado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) como medida preventiva e de enfrentamento à influenza aviária. A decisão foi consolidada no final da tarde de quarta-feira, de acordo com informações da assessoria de imprensa da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Contudo, o documento ainda aguarda análise e assinatura do governador Eduardo Leite antes de ser oficialmente comunicado no site da pasta.
O estado de emergência zoossanitária foi adotado em nível nacional pelo Mapa no final de maio deste ano, em virtude da detecção de casos de gripe aviária em várias regiões do país. Há cerca de uma semana, o titular da pasta, Carlos Fávaro, recomendou que cada estado decreta-se individualmente o estado de emergência, com o objetivo de facilitar o acesso a recursos governamentais destinados às ações de controle da doença.
De acordo com a atualização feita pelo Ministério da Agricultura na plataforma oficial, às 19h desta terça-feira (25), foi confirmado mais um foco de gripe aviária (IAAP, vírus H5N1) em ave silvestre no Brasil. Com esse novo caso, o total de ocorrências da doença em aves silvestres no país chega a 66, além de dois casos em produção de subsistência, referentes a criações domésticas.
O ministério também informou que há outras sete investigações em andamento, com coleta de amostra, mas ainda sem resultados laboratoriais conclusivos.
Embora essas notificações de casos em aves silvestres e de subsistência sejam preocupantes, elas não afetam o status do Brasil como país livre de IAAP, conforme estabelecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Portanto, o comércio internacional de produtos avícolas brasileiros não sofre restrições em virtude desses casos.
Com a decretação do estado de emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul, espera-se que sejam adotadas medidas ágeis e efetivas para prevenir a propagação da gripe aviária no estado e garantir a segurança da indústria avícola e da saúde pública. A vigilância e ações de controle da doença são essenciais para proteger a avicultura e evitar prejuízos ao setor.
Com informações: Fernando Kopper
Fonte: Leouve






