A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Passo Fundo indiciou o servidor público de iniciais L.G. da R., de 49 anos, por suspeita da prática dos crimes de estupro e estupro de vulnerável. Conhecido como “Tio Gus” e que já atuou como recreador infantil, ele é investigado em três episódios envolvendo vítimas de 9, 10 e 15 anos. O investigado nega todas as acusações.
De acordo com a Polícia Civil, dois inquéritos foram finalizados em dezembro de 2025, enquanto o terceiro foi concluído nesta semana, após cerca de um ano e meio de apuração. Conforme a tipificação, dois casos envolvem vítimas menores de 14 anos, configurando estupro de vulnerável, e um é tratado como estupro. Ele é concursado na Secretaria de Educação.
Investigações iniciaram em 2024
O primeiro registro ocorreu em março de 2024, após denúncia de um fato ocorrido em uma escola, local onde o servidor exercia suas funções. Após o relato, ele foi afastado da unidade escolar e passou a atuar na Biblioteca Municipal.
Suspeito não prestou depoimento
Segundo o delegado Mário Pezzi, responsável pelo caso, dois inquéritos já foram encaminhados ao Poder Judiciário, enquanto o terceiro deve ser remetido nos próximos dias. Durante o interrogatório, o servidor optou por exercer o direito constitucional ao silêncio.
O delegado também informou que, ainda em 2025, a Polícia Civil solicitou duas prisões preventivas, ambas com parecer favorável do Ministério Público, porém os pedidos foram indeferidos pela Justiça. Até o momento, o servidor não chegou a ser preso.
O que diz a defesa
O advogado Fabrício Lorandi Pinheiro, que representa o investigado, afirmou que acompanha o caso desde o início e reforçou que o cliente nega qualquer prática de abuso. Em nota, a defesa destacou que o processo ainda está em fase inicial e pediu cautela diante da gravidade das acusações.
O advogado também lembrou que os pedidos de prisão preventiva foram negados pela Justiça e que, em dezembro de 2025, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul manteve a liberdade do servidor, reforçando, segundo a defesa, o princípio da presunção de inocência.
Rádio Uirapuru






