Os temporais que atingiram o Rio Grande do Sul nesta segunda-feira deixaram um rastro de destruição e tragédia em várias regiões do estado. As intensas chuvas, que em alguns pontos ultrapassaram os 300 mm, provocaram quatro mortes e causaram danos significativos em diversas cidades.
Em Ibiraiaras, no Norte do estado, dois homens perderam a vida tragicamente ao tentarem atravessar um rio, cujo veículo foi arrastado pela forte correnteza. Uma terceira morte foi registrada no bairro Cruzeiro, em Passo Fundo, devido a uma descarga elétrica nas proximidades da rua Parobé. Além disso, em Mato Castelhano, uma pessoa desapareceu após tentar cruzar um rio com uma caminhonete.
A região mais afetada pelas chuvas foi a Metade Norte do Rio Grande do Sul, onde diversos municípios registraram volumes de chuva entre 100 mm e 250 mm. Alguns lugares tiveram o equivalente a dois meses de chuva em apenas dois dias, sobrecarregando sistemas de drenagem e causando alagamentos em ruas e estradas.
Os estragos não se limitaram apenas às inundações. Em Passo Fundo, após uma tempestade com granizo, cerca de 20 residências tiveram seus telhados danificados. A Defesa Civil Municipal mobilizou equipes para realizar levantamento das perdas e executar ações de socorro, incluindo a desobstrução de vias e auxílio em residências afetadas.
Outras cidades, como Santo Expedito do Sul, Lajeado do Bugre, Sarandi, Boa Vista das Missões, Ibiraiaras, São Jorge, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, e Santa Maria, também enfrentaram diversos problemas devido às chuvas intensas, incluindo alagamentos, quedas de árvores e danos em residências.
A situação se agravou em Nova Bassano, onde o Rio Sabiá inundou várias ruas da cidade, deixando 90 desalojados. Em Casca, ruas ficaram interditadas pelo alagamento, casas foram invadidas pela água, e estradas vicinais no interior do município tiveram vários pontos interditados.
Em resumo, os temporais no Rio Grande do Sul trouxeram tragédia e destruição, alertando para a necessidade de medidas de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos. A Defesa Civil e equipes de resgate continuam atuando para minimizar os impactos da tempestade nas áreas afetadas.
Fonte: Correio do Povo






