Os corpos dos quatro jovens mineiros que estavam desaparecidos desde a madrugada do dia 28 de dezembro foram encontrados neste sábado (03) em uma área de mata em Biguaçu, na Grande Florianópolis. O local, segundo informações confirmadas pela Polícia Militar de Santa Catarina, funcionava como um cemitério clandestino usado pela facção criminosa PGC (Primeiro Grupo Catarinense).
Bruno Máximo da Silva, 28 anos, Daniel Luiz da Silveira, 28, Guilherme Macedo de Almeida, 20, e Pedro Henrique Prado de Oliveira, 19, foram localizados após dias de buscas intensas com apoio da PMSC. Conforme o Jornal Razão já havia revelado com exclusividade, a principal linha de investigação apontava para a execução dos jovens por membros da facção catarinense, que teria identificado – ou confundido – o grupo como sendo integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital), organização criminosa rival com base em São Paulo.
O desaparecimento
Os quatro mineiros estavam em Santa Catarina há poucos dias, hospedados em São José, e segundo as famílias, buscavam oportunidades de emprego. Na noite do dia 27, decidiram sair para aproveitar a noite em Florianópolis (SC). O último contato aconteceu por volta da meia-noite, quando Pedro Henrique convidou um amigo para ir a um bar no Centro.
Por volta das 2h da madrugada do dia 28, câmeras de segurança divulgadas com exclusividade pelo Jornal Razão registraram os quatro jovens caminhando juntos. Horas depois, o apartamento onde estavam hospedados foi encontrado destrancado, e desde então nenhum deles foi mais visto com vida.
As famílias das vítimas sempre negaram qualquer envolvimento com o crime e reforçaram que os rapazes estavam no estado apenas em busca de uma vida melhor. A suspeita de envolvimento com facções teria surgido após fotos em redes sociais nas quais um dos jovens faz o gesto conhecido como “Tudo 3”, interpretado no meio criminoso como uma referência ao PCC.
Investigação e localização dos corpos
A Polícia Militar atuou desde o início por meio do programa SOS Desaparecidos. A partir de informações recebidas pela inteligência, os trabalhos se concentraram em uma área de difícil acesso, onde, nesta manhã, equipes da PM encontraram os corpos enterrados. As vítimas foram torturadas, espancadas e mutiladas antes de serem executadas.
O local, segundo as autoridades, seria usado frequentemente pelo PGC para execuções e ocultação de cadáveres. A Polícia Científica foi acionada para remoção dos corpos e realização da necropsia.
A Polícia Civil agora assume a etapa final da investigação, com foco na identificação dos autores, análise de provas digitais e aprofundamento dos vínculos entre o crime e a facção catarinense.
Repercussão
O caso gerou comoção nacional e expôs mais uma vez o avanço das facções criminosas em Santa Catarina. A confirmação do assassinato dos quatro jovens reacende o alerta sobre a atuação do crime organizado no estado.
Jornal Razão






