Em 2025, celebram 84 anos os trigêmeos Edit, Ozir e Terezinha, comemorando o aniversário no próximo domingo, 18 de maio, com uma Missa em Ação de Graças na cidade de Campos Borges, seguido de almoço de confraternização.
Os trigêmeos são filhos de João Fagundes de Oliveira e Philomena Orling de Oliveira.
Quando dona Philomena deu a luz aos trigêmeos, em casa, já tinha 11 filhos. Segundo Rosane de Oliveira, colunista de Zero Hora e neta do casal, “desde o nascimento do primeiro, estava sempre grávida ou com um bebê nos braços. Era a sina das mulheres naquelas décadas de 1930 e 1940, antes da pílula anticoncepcional.”
Naquela época não havia ecografia, e o sexo dos bebês somente era conhecido quando a parteira os trazia ao mundo. Não haviam exames pré-natal. Segundo contam, a dona Philomena desconfiava do tamanho da barriga, e até pensava em duas crianças, mas vieram três: duas meninas miudinhas e um menino grandão.
Nascidos na Segunda Guerra Mundial, quando o filho mais velho já servia no Exército, os trigêmeos cresceram na paz dos campos de Julio Cardoso.
Quando uma pneumonia matou o sr. João aos 44 anos, deixou dona “Mena” com 14 filhos para criar. Cada uma das três irmãs mais velhas se encarregou de um dos bebês. Ela viveu o luto e sobreviveu pelas crianças, cuidando da família e sendo cuidada pelos filhos que cresciam, amadureciam, trabalhavam e formavam suas próprias famílias. Nasciam os netos e ela distribuía amor do seu jeito, um pouco para cada um.
Dona Philomena faleceu depois que todos os filhos lhe deram netos: em 1974, aos 73 anos, e deixa como presente os trigêmeos mais velhos do Rio Grande do Sul, e possivelmente do Brasil. Quem sabe se domingo muda essa manchete, e eles serão os mais velhos do país?
Essa é uma parte da história dos trigêmeos. O restante será contado domingo, na Missa de Ação de Graças e na confraternização.






