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Trump ameaça voltar a bombardear o Irã se acordo não for alcançado

Imagem/Reprodução: Correio do Povo. 
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta quarta-feira (6) retomar os bombardeios contra o Irã se os governantes do país não aceitarem um acordo para acabar com a guerra. “Se eles não concordarem, o bombardeio começará e será, infelizmente, em um nível e intensidade muito mais elevados do que antes”, afirmou Trump nas redes sociais.

Embora existam informações de que os países estão dispostos a negociar, os representantes das duas nações ainda não voltaram a se encontrar no Paquistão. A demora por uma nova reunião tem causado apreensão em outros países da Europa e da Ásia.

O ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, pediu nesta quarta-feira uma interrupção “completa” das hostilidades no Oriente Médio e fez um apelo aos governos do Irã e dos Estados Unidos pela reabertura do Estreito de Ormuz “o mais rápido possível”. O apelo aconteceu após uma reunião em Pequim com o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.

“A China considera que é necessário alcançar, sem demora, um cessar completo dos combates, que é ainda mais inaceitável retomar as hostilidades, e que é essencial continuar negociando”, declarou Wang Yi, citado em um comunicado publicado por seu ministério. “A China espera que as partes respondam o mais rápido possível ao apelo urgente da comunidade internacional para uma retomada normal e segura do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz”, acrescentou o ministro.

Pequim foi diretamente afetada pelo bloqueio de Ormuz. Mais da metade de suas importações marítimas de petróleo bruto procede do Oriente Médio e passa pelo estreito, segundo a consultoria Kpler.

Em represália à campanha de Israel e dos Estados Unidos contra o país, o Irã praticamente bloqueou Ormuz. Mas a obstrução é dupla, porque desde meados de abril as forças americanas aplicam um bloqueio naval aos portos iranianos, uma medida que deve prosseguir, afirmou na terça-feira o presidente Donald Trump.

Fonte: Correio do Povo.

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