O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou nesta quinta-feira a rejeição do recurso apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, mantendo a decisão de declará-lo inelegível por oito anos. O motivo apontado foi o “abuso de poder político” e a disseminação de desinformação sobre o sistema eleitoral. A maioria dos juízes já estava inclinada a manter a decisão, e após o voto unânime dos sete magistrados, a sentença foi reafirmada, deixando o ex-presidente fora das eleições presidenciais de 2026.
Bolsonaro reagiu à sentença, chamando-a de “facada nas costas”, e anunciou a intenção de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Os juízes tiveram desde sexta-feira para deliberar sobre o caso no plenário virtual, sem a necessidade de debate presencial. A condenação de Bolsonaro pelo TSE se deu por “abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação”, após o ex-presidente questionar a confiabilidade do sistema de urnas eletrônicas com informações consideradas “falsas” durante uma reunião com embaixadores em julho de 2022, três meses antes das eleições presidenciais.
Com essa decisão em junho, o TSE alcançou uma maioria de cinco votos contra dois a favor de Bolsonaro. Atualmente, o ex-presidente enfrenta outros 15 processos administrativos no tribunal eleitoral e é alvo de cinco investigações no STF, com possíveis penas de prisão.






