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Vigilantes de Fóruns da 8ª Região estão sem receber salários e benefícios – Espumoso está entre os atingidos

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Os vigilantes dos fóruns da 8ª Região, composta por 26 Comarcas, estão indignados pelo atraso de pagamento de benefícios e salário pela empresa BANKFORT Vigilância Privada Ltda., empresa terceirizada que presta serviço na segurança do TJRS.

Segundo informações constantes no Portal da Transparência do Tribunal de Justiça, a empresa recebeu, em 27 de janeiro o valor de R$ 63.186,69 e no dia 28 de janeiro o valor de R$ 388.224,30. A empresa tem contrato com o tribunal desde 2024, e desde a contratação, já recebeu dos cofres públicos (somente do Tribunal, desconsiderando outros contratos) o valor de R$ 10.209.559,58.

Mesmo com o recebimento desses valores pagos pelo Estado para a empresa, o pagamento dos vigilantes correspondente ao mês de janeiro não foi efetuado, e os benefícios como Vale Alimentação e Vale Transporte daquele mês foram pagos em menos da metade do valor correspondente. Em fevereiro, nem a metade dos benefícios. Os vigilantes estão “pagando” para trabalhar.

Procuramos a empresa BANKFORT Vigilância Privada Ltda. através de mensagens e ligações. As mensagens foram lidas e ignoradas, e as ligações não foram atendidas. Agora as ligações caem somente na caixa postal.

Já o Sindicato dos Vigilantes de Passo Fundo, através do presidente Carlos Guedes, nos informou que está tentando que o Tribunal assuma o pagamento. Porém, como a empresa não retorna os chamamentos nem mesmo da justiça, não tem uma solução rápida.

O presidente Carlos Guedes informou que o Sindicato oficiou ao Tribunal de Justiça sobre a paralisação dos serviços, segundo documento abaixo:

 

Divulgação Sindicato dos Vigilantes

Carlos Guedes informou que “foram notificadas todas as comarcas de que os vigilantes estavam sem receber seu salário, vale alimentação, vale transporte, e até mesmo pensões alimentícias que eram descontadas dos trabalhadores  não estavam sendo repassadas para a pessoa beneficiada que seria esposa ou filho”. Ele informou que “hoje estamos entrando também com a cautelar pra que paguem de uma vez os trabalhadores.”

O presidente destacou que ninguém consegue contato com a empresa, o que foi constatado pela reportagem. Ainda segundo ele, a situação está em um impasse, onde “ninguém resolve nada, nem a empresa, nem o tribunal, nem a justiça”.

O sindicato marcou uma Assembleia para este sábado, às 16h, via online, mesmo sabendo que o ideal seria presencial, mas “pensando na dificuldade dos colegas que não tem dinheiro, já que não receberam seus proventos”, decidiram por assim fazer, com a seguinte ordem do dia: deliberação sobre
paralisação/greve devido ao não pagamento de salários e descumprimento de direitos da Convenção Coletiva de Trabalho.

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