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Vigilantes do Tribunal de Justiça continuam sem receber os salários e benefícios atrasados

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No último dia 13 de fevereiro o Clic Espumoso divulgou o impasse que os Vigilantes dos Fóruns da 8ª Região estão enfrentando, com a falta de salários e benefícios.

Na ocasião tentamos contato com a empresa terceirizada que presta serviços ao Tribunal de Justiça. Novamente tentamos nesta segunda-feira um posicionamento, sem resposta.

O Sindicato dos Vigilantes de Passo Fundo emitiu nesta manhã de segunda-feira, NOTA DE MANIFESTAÇÃO PÚBLICA E REPÚDIO, que segue:

“NOTA DE MANIFESTAÇÃO PÚBLICA E REPÚDIO
ASSUNTO: Atraso Salarial Superior a 45 dias – Descaso da Empresa BANKFORT e Inércia do Judiciário.

Os trabalhadores da empresa BANKFORT vêm a público manifestar seu profundo repúdio e indignação diante da situação insustentável enfrentada pela categoria. Há exatos 16 dias, pais e mães de família estão com seus vencimentos retidos, sem qualquer previsão concreta de pagamento ou posicionamento digno por parte da diretoria.

Pontos de Crítica:
À EMPRESA BANKFORT: O salário tem natureza alimentar. A retenção do
pagamento não é apenas um erro administrativo, é um atentado contra a
dignidade humana. A falta de transparência e a ausência de um cronograma de pagamentos demonstram um descaso total com quem gera a riqueza da
instituição.
AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA: A morosidade da justiça, neste caso, atua
como aliada da opressão. Enquanto processos tramitam sem a urgência que o
caráter alimentar exige, os trabalhadores acumulam dívidas, juros e privações.
Onde está a tutela jurisdicional prometida pela Constituição?

Nossas Exigências:
1. Pagamento Imediato de todos os salários atrasados, acrescidos de correção
monetária.
2. Transparência Total sobre a situação financeira e garantias de que os próximos
meses serão honrados.
3. Celeridade Judicial: Que o Tribunal de Justiça trate as ações trabalhistas e
cautelares coma prioridade que o caso requer, sob pena de conivência com a
precarização do trabalho.

NÃO ACEITAREMOS O SILÊNCIO COMO RESPOSTA. O trabalho foi entregue; o pagamento é um direito inegociável.”

A nota é assinada pelo presidente do Sindicato, Carlos Guedes.

Entenda o caso:

Os vigilantes dos fóruns da 8ª Região, composta por 26 Comarcas, estão indignados pelo atraso de pagamento de benefícios e salário pela empresa BANKFORT Vigilância Privada Ltda., empresa terceirizada que presta serviço na segurança do TJRS.

Segundo informações constantes no Portal da Transparência do Tribunal de Justiça, a empresa recebeu, em 27 de janeiro o valor de R$ 63.186,69 e no dia 28 de janeiro o valor de R$ 388.224,30. A empresa tem contrato com o tribunal desde 2024, e desde a contratação, já recebeu dos cofres públicos (somente do Tribunal, desconsiderando outros contratos) o valor de R$ 10.209.559,58.

Mesmo com o recebimento desses valores pagos pelo Estado para a empresa, o pagamento dos vigilantes correspondente ao mês de janeiro não foi efetuado, e os benefícios como Vale Alimentação e Vale Transporte daquele mês foram pagos em menos da metade do valor correspondente. Em fevereiro, nem a metade dos benefícios. Os vigilantes estão “pagando” para trabalhar.

Procuramos a empresa BANKFORT Vigilância Privada Ltda. através de mensagens e ligações. As mensagens foram lidas e ignoradas, e as ligações não foram atendidas. Agora as ligações caem somente na caixa postal.

Já o Sindicato dos Vigilantes de Passo Fundo, através do presidente Carlos Guedes, nos informou que está tentando que o Tribunal assuma o pagamento. Porém, como a empresa não retorna os chamamentos nem mesmo da justiça, não tem uma solução rápida.

O presidente Carlos Guedes informou que o Sindicato oficiou ao Tribunal de Justiça sobre a paralisação dos serviços, segundo documento abaixo:

 

Divulgação Sindicato dos Vigilantes

Carlos Guedes informou que “foram notificadas todas as comarcas de que os vigilantes estavam sem receber seu salário, vale alimentação, vale transporte, e até mesmo pensões alimentícias que eram descontadas dos trabalhadores  não estavam sendo repassadas para a pessoa beneficiada que seria esposa ou filho”. Ele informou que “hoje estamos entrando também com a cautelar pra que paguem de uma vez os trabalhadores.”

O presidente destacou que ninguém consegue contato com a empresa, o que foi constatado pela reportagem. Ainda segundo ele, a situação está em um impasse, onde “ninguém resolve nada, nem a empresa, nem o tribunal, nem a justiça”.

O sindicato marcou uma Assembleia para este sábado, às 16h, via online, mesmo sabendo que o ideal seria presencial, mas “pensando na dificuldade dos colegas que não tem dinheiro, já que não receberam seus proventos”, decidiram por assim fazer, com a seguinte ordem do dia: deliberação sobre
paralisação/greve devido ao não pagamento de salários e descumprimento de direitos da Convenção Coletiva de Trabalho.

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