Foi prorrogada até 30 de novembro a campanha nacional de multivacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A estratégia – que se iniciou em 1º de outubro – tem por objetivo colocar em dia doses do calendário de rotina que estejam em atraso.
A pandemia de Covid-19 acentuou em 2020 a queda na procura por essas vacinas, conforme dados da Secretaria da Saúde (SES). Isso pode ocasionar que algumas doenças consideradas erradicadas voltem a circular ou aumente a presença daquelas que vinham com baixos índices de propagação. Em especial pelo momento atual, de gradativa retomada das atividades e retorno desse público às escolas de forma presencial.
Ao todo, o calendário de vacinação prevê 14 tipos de vacinas até os sete anos de idade e outras oito até os 15 anos, fora as que ocorrem em campanhas específicas, como a da gripe e da Covid-19. Cerca de 2 milhões de pessoas no Estado fazem parte desse grupo de menores de 15 anos.
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Queda nas coberturas das vacinas de rotina
Índices baixos de vacinação aumentam os riscos para doenças imunopreveníveis, como coqueluche, poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, meningite meningocócica e pneumocócica, gastroenterite por rotavírus, hepatites A e B, entre outras.
Considerando 10 das vacinas previstas até o primeiro ano de idade, em nenhuma delas foi alcançada a meta de vacinação de atingir ao menos 95% do público da idade preconizada nos últimos quatro anos, sendo que em 2020 nenhuma ficou acima dos 90%. Os dados de 2021 ainda são parciais, pois essas vacinas de rotina têm um prazo de até seis meses para o município registrar as aplicações no sistema do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
*SES.






