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Semana Nacional de Prevenção à Gravidez na Adolescência alerta para os perigos envolvendo mães e bebês

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Desde o ano de 2019, os primeiros sete dias de fevereiro são voltados para a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência A campanha foi incorporada ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e visa orientar e conscientizar os jovens. Seu principal objetivo é “disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência da gravidez na adolescência”.

Estima-se que em todo o Brasil, aproximadamente 68 nascimentos e cada mil são de jovens entre 15 e 19 anos. É um índice menor que décadas atrás, mas que ainda causa preocupação por parte das autoridades. Neste sentido, Passo Fundo segue o ritmo nacional e também apresenta ocorrências de gravidez na adolescência, embora em queda.

De acordo com a enfermeira Júlia de Marco, que atua na Unidade de Saúde do Bairro São Luiz Gonzaga, atualmente existem 79 grávidas em acompanhamento, sendo que dez são adolescentes. Em comparação, Júlia conta que anos atrás as adolescentes eram maioria entre as grávidas no bairro, uma realidade que pode mudar numericamente de bairro para bairro, mas com incidência quase total.

Júlia de Marco explica que nesses casos, o atendimento geralmente inicia com atraso porque a gravidez em si é constatada um pouco depois, visto a irregularidade do ciclo menstrual na faixa etária, por exemplo. Entre as dificuldades, além do acompanhamento tardio, a gravidez na adolescência traz alterações importantes no desenvolvimento do feto, na psicologia da jovem mãe e mudanças profundas no corpo da adolescente.

Não é incomum, nesses casos, ocorrer o parto prematuro. Diante de tal quadro, as medidas tomadas giram em torno da prevenção, com conversas individualizadas e educação sexual, ensinando sobre o uso de métodos contraceptivos, diz Júlia De Marco.

Fonte: Uirapuru

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