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Alessandro Barcellos enfrenta desafios políticos e depende de resultados em campo para continuar no Inter

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Mais do que nunca, Alessandro Barcellos e os grupos que sustentam a sua gestão no Internacional dependem dos resultados em campo para garantir a continuidade do projeto iniciado em janeiro de 2021. A atual configuração do jogo político colorado apresenta grandes desafios, com chances de uma chapa encabeçada pelo presidente atual sequer chegar ao segundo turno das eleições marcadas para o final deste ano. Desde 2002, o único presidente do Inter que não conseguiu se reeleger foi Vitorio Piffero, em sua segunda passagem pelo cargo, entre 2015 e 2016.

Conforme o estatuto do clube, apenas as duas chapas mais votadas no primeiro turno, realizado dentro do Conselho Deliberativo, seguem para a avaliação dos associados, conhecida como o “pátio”. No entanto, o apoio a Barcellos dentro do Conselho Deliberativo tem diminuído na mesma proporção dos resultados negativos do time e de algumas promessas não cumpridas. Em resumo, se a votação entre os conselheiros fosse realizada hoje, Barcellos não chegaria ao “pátio”.

A ameaça sobre Barcellos tornou-se real neste sábado, quando o Povo do Clube, o segundo maior grupo político do Inter e que apoiou Barcellos no segundo turno da última eleição, decidiu lançar um candidato próprio. Para isso, aliou-se ao atual presidente do Conselho Fiscal, José Amarante, que já ocupou vários cargos no clube.

Sem o apoio do Povo do Clube, Barcellos dificilmente conseguirá os votos necessários para avançar ao segundo turno. “Definimos que vamos construir uma alternativa para o clube, com protagonismo do nosso movimento, mas com a participação de outras pessoas”, confirmou Ivandro Morbach, um dos líderes do grupo. “Prefiro não falar sobre isso agora. Não é a hora”, despistou Amarante, que será o candidato à presidência.

No entanto, o Povo do Clube possui cerca de 75 dos 339 conselheiros, podendo chegar a cerca de 100 com os apoios avulsos. Já o Inter Grande formou uma frente com outros cinco movimentos e conta com aproximadamente 140 conselheiros. Além disso, há uma quarta via liderada por José Aquino Flores de Camargo, que possui pouco apoio e não deve chegar ao segundo turno, mas tirará votos das demais chapas.

Portanto, a Aliança, que engloba os movimentos Convergência, Inove e Academia, e dá sustentação a Barcellos, tem grandes chances de se tornar a terceira chapa mais votada no Conselho Deliberativo. Esse é o cenário atual, mas tudo pode mudar até novembro, principalmente se o time ajudar dentro de campo. O desempenho esportivo será um fator determinante para o futuro político de Alessandro Barcellos e sua gestão no Internacional.

Com informações: Fernando Kopper

Fonte: Correio do Povo

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