A primeira-dama Janja Lula da Silva causou polêmica ao publicar e posteriormente apagar um vídeo em que dizia “me segura, que eu já vou sair dançando” ao desembarcar na Índia ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O gesto foi duramente criticado devido à tragédia que assola a cidade de Muçum, no Rio Grande do Sul, onde mais de 40 pessoas perderam a vida em decorrência do ciclone que atingiu a região.
Lula viajou para a Índia para assumir a presidência do G-20, partindo logo após as comemorações do 7 de Setembro. Sua agenda internacional tem sido alvo de críticas, especialmente pelo fato de não ter visitado os moradores de Muçum, que enfrentam a perda de familiares e de todos os seus bens devido à tragédia.
O casal presidencial chegou à capital indiana, Nova Delhi, há algumas horas, onde foram recebidos com música e flores. Durante a recepção, Lula e Janja receberam o “bindi”, um desenho vermelho aplicado na testa, gesto tradicional hindu que simboliza a proteção das mulheres casadas e de seus esposos.
Antes de deixar o Brasil, a primeira-dama fez outra postagem em suas redes sociais que também gerou críticas. “Decolando para a Índia. 20hs de voo. Vou ter muito tempo para tuitar rsrs.”
O tom descontraído do comentário de Janja foi alvo de reprovação por seguidores e parlamentares da oposição, que consideraram falta de empatia diante da situação crítica enfrentada pelos afetados pela tragédia em Muçum, local que nem ela, nem o presidente Lula visitaram antes de seguir para o exterior.
Um dos que criticaram diretamente a primeira-dama em sua publicação foi o deputado federal André Fernandes (PL-CE), que já foi investigado por supostamente incitar os ataques ocorridos em 8 de janeiro e por publicar uma foto de um dos armários destruídos pertencente a Alexandre de Moraes.
Na ausência do presidente, Geraldo Alckmin visitará os moradores de Muçum no próximo domingo, dia 10. Entre a segunda e terça-feira passadas, um ciclone extratropical atingiu a cidade, causando enchentes em toda a região do Vale do Taquari. A Defesa Civil já confirmou 41 mortes, mas ainda há 25 pessoas desaparecidas.
No estado do Rio Grande do Sul, 79 municípios estão em estado de calamidade. Mais de 10 mil pessoas estão desalojadas e 43 estão feridas.
Fonte: R7






