Os preços dos combustíveis seguem sob monitoramento em Porto Alegre e região metropolitana neste início de semana, em meio às incertezas provocadas pela alta internacional do petróleo diante do conflito no Oriente Médio. Levantamentos em postos da Capital e Região Metropolitana mostram forte variação nos valores, especialmente no diesel, que já chega R$ 8,24 em Canoas.
A gasolina comum também apresenta diferença significativa entre estabelecimentos. O combustível foi encontrado a R$ 5,94 em um posto do bairro Sarandi, enquanto em outros já era vendido a R$ 6,59. Dados da Petrobras indicam que o preço médio tanto da gasolina quanto do diesel no Rio Grande do Sul está em torno de R$ 6,23.
Para veículos flex, o etanol surge como alternativa em alguns postos da Capital, sendo encontrado por valores abaixo de R$ 5 em diversos estabelecimentos. De acordo com a Fecombustíveis, é possível calcular rapidamente qual combustível compensa mais. Basta dividir o preço do etanol pelo da gasolina e, se o resultado for igual ou inferior a 0,7, o etanol tende a ser a opção mais econômica.
Segundo o Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Rio Grande do Sul (Sulpetro), o mercado segue pressionado por fatores internacionais e por reajustes recentes.
A redução das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel anunciada pelo governo federal poderia gerar uma queda potencial de cerca de R$ 0,29 por litro no diesel B. No entanto, a Petrobras anunciou aumento de R$ 0,38 por litro no diesel A vendido às distribuidoras. Considerando a composição do diesel comercializado nos postos, esse reajuste representa impacto aproximado de R$ 0,32 por litro ao consumidor.
Transporte monitora cenário
O aumento do diesel também é acompanhado com atenção pelo setor de transporte. O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) informou que segue monitorando os reflexos do conflito envolvendo o Irã e possíveis impactos no fornecimento global de petróleo.
Segundo a entidade, o diesel representa o principal insumo da atividade e oscilações relevantes no preço afetam diretamente a estrutura de custos das transportadoras. “Como principal insumo da atividade, qualquer alteração relevante no valor do diesel repercute imediatamente no custo operacional das transportadoras. Cada transportador conhece, com precisão, o peso do combustível na sua operação e os reflexos imediatos que oscilações dessa natureza provocam em seus contratos e na sustentabilidade do serviço prestado.”, informou a entidade.
No transporte coletivo, a Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATPPOA) informou que a situação permanece igual à registrada na semana passada. As empresas seguem monitorando o cenário e não há registro de redução de linhas ou horários, como já ocorre m outros municípios do interior gaúcho.
A entidade já havia alertado, no entanto, que o aumento do combustível pode pressionar o custo por quilômetro rodado e gerar expectativa de revisão do subsídio pago pela prefeitura para manter a tarifa do sistema.
Correio do Povo






