A disparada no preço do boi gordo, que atingiu em abril o maior nível desde 1997, tem encarecido a carne bovina no Brasil e ampliado a diferença em relação a outras proteínas.
O preço da carne sobe influenciado por uma combinação de fatores ligados à oferta, à demanda e aos custos de produção. Ao mesmo tempo, outras proteínas, como a suína, seguem uma trajetória oposta, ampliando a diferença de preços percebida pelo consumidor.
Um dos principais fatores por trás dessa alta é a redução na oferta de animais para abate em comparação ao mesmo período do ano passado. Mesmo com aumento geral nos abates, a menor disponibilidade contribui para pressionar os preços do boi gordo.
Esse ciclo é marcado por fases de retenção e descarte de fêmeas: em momentos de preços mais baixos ou margens apertadas, produtores tendem a enviar mais vacas para o abate, elevando a oferta de carne no curto prazo. Já quando os preços melhoram, como no cenário atual, há incentivo para reter matrizes e investir na recomposição do rebanho, reduzindo o número de animais disponíveis para abate.
CNN BRASIL


