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Durigan diz que o governo pode retirar o subsídio da gasolina se o petróleo cair

Foto : Washington Costa / MF
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ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na terça-feira, 28, que o governo pretende retirar a subvenção da gasolina caso o preço do petróleo caia. A declaração foi dada ao programa É Notícia, da RedeTV!.

“Se o preço do petróleo cair, vamos tirar o subsídio. Se tivermos uma redução maior [dos preços do petróleo], vamos tirar porque temos que voltar para a situação anterior”, disse Durigan, ao ressaltar o caráter excepcional da medida, adotada como forma de aliviar a alta das cotações do petróleo decorrente da guerra no Oriente Médio.

Sobre a economia brasileira, o ministro defendeu a importância da diminuição dos gastos obrigatórios e a redução dos juros, com o objetivo de “unir setor privado e setor público”. Ele avaliou que a inflação atual é menos da metade da registrada em 2022 e que a prioridade no debate eleitoral deve ser mantê-la controlada. “O tema da eleição é manter inflação, garantir inflação baixa”, declarou.

Durigan citou ainda o mercado de trabalho como indicador de melhora da economia, com o desemprego na mínima histórica, e defendeu “dar estabilidade” ao cidadão brasileiro.

Desenrola não será política permanente

Na entrevista, o ministro também afirmou que o governo não vê necessidade de um novo Desenrola. Segundo ele, a iniciativa teve como foco “fazer a dívida caber no bolso” dos brasileiros, e o “espírito” do programa é permitir que as pessoas saiam da condição de inadimplentes, sem que seja entendido como uma política a ser repetida continuamente.

Ele avaliou que o risco de “pautas-bomba” no Congresso diminuiu de forma significativa e destacou que o governo trabalhou para mitigar os riscos e evitar a aprovação de medidas com forte impacto fiscal, especialmente neste ano eleitoral.

Escândalo do Banco Master e regulação

O ministro classificou o escândalo do Banco Master como um “crime” e defendeu a atuação das autoridades policiais. Ele disse ver o caso “com repulsa” e sinalizou que há espaço para aprimorar a regulação e a supervisão do mercado. A Receita Federal e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por exemplo, vêm “apertando o cerco” contra fraudes, mas ainda existe “muito o que melhorar” em termos de governança regulatória e instrumentos de fiscalização, segundo Durigan.

Ele defendeu ainda destravar a tramitação no Congresso das nomeações para as diretorias de agências e órgãos reguladores, que estariam represadas por questões políticas. Para o ministro, é necessário recompor e fortalecer instituições com quadros técnicos, inclusive como forma de reduzir a probabilidade de ocorrência de novos escândalos.
Correio do Povo

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