O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na terça-feira, 28, que o governo pretende retirar a subvenção da gasolina caso o preço do petróleo caia. A declaração foi dada ao programa É Notícia, da RedeTV!.
“Se o preço do petróleo cair, vamos tirar o subsídio. Se tivermos uma redução maior [dos preços do petróleo], vamos tirar porque temos que voltar para a situação anterior”, disse Durigan, ao ressaltar o caráter excepcional da medida, adotada como forma de aliviar a alta das cotações do petróleo decorrente da guerra no Oriente Médio.
Sobre a economia brasileira, o ministro defendeu a importância da diminuição dos gastos obrigatórios e a redução dos juros, com o objetivo de “unir setor privado e setor público”. Ele avaliou que a inflação atual é menos da metade da registrada em 2022 e que a prioridade no debate eleitoral deve ser mantê-la controlada. “O tema da eleição é manter inflação, garantir inflação baixa”, declarou.
Durigan citou ainda o mercado de trabalho como indicador de melhora da economia, com o desemprego na mínima histórica, e defendeu “dar estabilidade” ao cidadão brasileiro.
Desenrola não será política permanente
Na entrevista, o ministro também afirmou que o governo não vê necessidade de um novo Desenrola. Segundo ele, a iniciativa teve como foco “fazer a dívida caber no bolso” dos brasileiros, e o “espírito” do programa é permitir que as pessoas saiam da condição de inadimplentes, sem que seja entendido como uma política a ser repetida continuamente.
Ele avaliou que o risco de “pautas-bomba” no Congresso diminuiu de forma significativa e destacou que o governo trabalhou para mitigar os riscos e evitar a aprovação de medidas com forte impacto fiscal, especialmente neste ano eleitoral.
Escândalo do Banco Master e regulação
O ministro classificou o escândalo do Banco Master como um “crime” e defendeu a atuação das autoridades policiais. Ele disse ver o caso “com repulsa” e sinalizou que há espaço para aprimorar a regulação e a supervisão do mercado. A Receita Federal e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por exemplo, vêm “apertando o cerco” contra fraudes, mas ainda existe “muito o que melhorar” em termos de governança regulatória e instrumentos de fiscalização, segundo Durigan.






