Doze dias desde que foi vista pela última vez, a Polícia Civil segue investigando o desaparecimento de Daniele dos Santos Camargo, de 23 anos, moradora de Serafina Corrêa, na serra gaúcha. A família diz que ainda mantém expectativas de localizá-la.
“A gente continua na esperança de encontrá-la. Mesmo tendo se passado quase 15 dias, ainda parece que, no outro dia, vão achar alguma coisa. Aquela esperança não sai”, diz a irmã, Daiane dos Santos Camargo.
De acordo com a polícia, o ex-namorado foi a última pessoa a estar com Daniele. Ele continua preso temporariamente.
“A prisão temporária é uma prisão justamente para investigação. Ele foi a última pessoa a estar com ela naquela ocasião, o que foi determinante para a prisão temporária dele, sobretudo porque ele negava inicialmente com ela que esteve com ela naquela manhã”, diz o delegado Tiago Albuquerque.
“A gente tem medo que passe mais 15 dias, ele seja solto, e isso tudo seja arquivado como esquecimento. A família reforça bastante esse medo de não ter uma resposta”, afirma Daiane.
Ao delegado que investiga o caso, o homem de 40 anos disse que, no dia do desaparecimento, tentou conversar com a jovem sobre o relacionamento, que havia acabado dois meses antes. Ele assegura que a deixou perto de casa e, depois disso, não sabe para onde ela foi. A polícia acredita que, até o momento, não há indício de participação de outra pessoa no desaparecimento de Daniele.
Buscas foram ampliadas
Daniele foi vista pela última vez por volta das 7h30 do dia 4 de agosto, no Centro de Serafina Corrêa. Ela saiu do trabalho noturno no início da manhã, passou por uma academia, onde costuma se exercitar, e depois foi a uma padaria, onde tomou café com uma amiga antes de seguir a pé para casa.
Imagens de câmeras de monitoramento mostram que o ex-companheiro esperava por ela dentro de um carro no trajeto entre o estabelecimento e a casa dela, próximo à empresa onde os dois trabalham. Ela é vista atravessando a rua e entrando no carro dele e, depois disso, não mais apareceu.
“Ela quis terminar, não quis mais o relacionamento, e chegou ao ponto de ele agredi-la, pegar pelo pescoço, dar tapa na cara. Ela não quis registrar porque tinha um sentimento por ele, mas ele continuou perseguindo ela, toda hora ligando. Chegou a invadir a residência onde moram os meus pais e ela mora junto. Só que meus pais estavam no serviço e ela estava em casa. Ela se trancou no quarto e não deixou ele entrar, então ele pegou umas coisas que tinha dado para ela e foi embora. Ele mentiu até a idade para a minha irmã. Ele falou que tinha 35 e na realidade ele tem 40 anos”, diz Daiane.
Ex-namorado suspeito do desaparecimento de jovem no RS já havia agredido ela, diz polícia
Novas imagens que a polícia conseguiu mudaram a direção das buscas no interior de Serafina Corrêa. Agora, os investigadores seguem pistas em Nova Bassano e Nova Araçá.
“A nossa aflição no momento é muito grande. Está todo mundo sem trabalhar, sem saber o que fazer, minha mãe à base de remédio. A gente só quer ajuda de alguém que tenha noção do que pode ter acontecido”, desabafa Daiane.
G1-RS






