PUBLICIDADE

Agência brasileira multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falha ao proteger dados de crianças

Foto : Robyn Beck / AFP
Compartilhe este post

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) aplicou uma multa de R$ 153,7 milhões à ByteDance, controladora do TikTok, por irregularidades no tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes. Publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (25), a sanção também exige a eliminação das informações coletadas indevidamente e a adoção de um plano de conformidade pela empresa.

A penalidade decorre de um Processo Administrativo Sancionador que identificou cinco violações aos artigos 6º e 7º da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). As infrações cobrem tanto a experiência “feed com cadastro” quanto o “feed sem cadastro” (acesso sem conta registrada). A ByteDance foi notificada na segunda-feira (24) e pode recorrer ao Conselho Diretor da ANPD no prazo de dez dias úteis.

Infrações identificadas pela fiscalização

Nota Técnica nº 50/2024/CGF/ANPD apontou que os mecanismos adotados pelo TikTok foram insuficientes para evitar, desde a origem, a coleta indevida de dados de menores de idade sem respaldo em hipótese legal válida.

A Superintendência de Fiscalização identificou as seguintes irregularidades:

  • No feed sem cadastro: Coleta de dados de crianças e adolescentes sem hipótese legal e ausência de medidas preventivas contra o tratamento dessas informações;
  • No feed com cadastro: Tratamento de dados desse público para criação de perfil sem amparo legal e falha na adoção de mecanismos eficazes para impedir o cadastro de menores;
  • Em ambas as modalidades: Ausência de evidências concretas que comprovassem a observância e o cumprimento das normas de proteção de dados.

Plano de conformidade e novas restrições

Para adequar-se às exigências da agência, a ByteDance comprometeu-se a implementar um plano de conformidade focado na segurança de crianças e adolescentes. Entre as diretrizes, o TikTok aplicará automaticamente as configurações de privacidade mais restritivas para contas de menores de 16 anos — alteráveis apenas com autorização dos responsáveis —, reforçará a supervisão parental e adotará filtros de conteúdo mais rigorosos.

Correio do Povo

Leia mais

PUBLICIDADE