Uma das empresas de alimentos alvos da Operação Semilla, da Polícia Federal (PF), deflagrada em 2015 no Rio Grande do Sul, foi penalizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O resultado do julgamento do processo administrativo assinado pelo corregedor-geral do Mapa, Nélio do Amparo Macabu Júnior, foi publicado nesta quarta-feira (28) no Diário Oficial da União.
A Alibem Alimentos S.A., com sede no Rio Grande do Sul, foi multada em R$ 159.232.106,98. Também terá de publicar a condenação em veículos de grande circulação e ser inserida no Cadastro Nacional de Empresas Punidas (CNEP).
No chamado Termo de Julgamento, que é uma espécie de resumo do que foi decidido, o corregedor acolhe parcialmente o relatório final da Comissão de Processo Administrativo de Responsabilização de Entes Privados do Mapa sobre os fatos que deram origem ao procedimento “decorrentes da deflagração da Operação Semilla, pelo cometimento de 3 (três) fatos ilícitos distintos”, que não são detalhados no texto publicado.
A Operação Semilla, comandada na época pelo delegado Aldronei Pacheco Rodrigues – hoje superintendente da PF no Rio Grande do Sul -, investigou crimes no âmbito da Superintendência do Mapa no Estado. O então superintendente, Francisco Signor, chegou a ser afastado do cargo por decisão judicial. Ele responde a duas ações criminais na Justiça Federal por suposto recebimento de propina e lavagem de dinheiro.
Em relação à Alibem, conforme as investigações, Signor teria favorecido a empresa com fiscalizações menos rígidas em troca de propina.
No site da Alibem, consta que trata-se da “segunda maior empresa de suínos no Rio Grande do Sul e a quinta maior do Brasil em volume de abates, gerando mais de 4 mil empregos diretos”. Também informa que exporta seus produtos para mais de 40 países e possui granjas, frigoríficos e centros de distribuição em municípios gaúchos e no Mato Grosso.
O que diz a Alibem
“A Alibem foi surpreendida com a decisão publicada e providenciará o cabível pedido de reconsideração. A empresa confia na justiça e permanece a disposição das autoridades para demonstrar a não ocorrência de nenhum dos fatos que lhe são imputados.”
O que diz Francisco Signor
O advogado José Antônio Paganella Boschi, que defende Signor, diz que seu cliente é inocente e que isso ficará provado nos processos em andamento.
*Gaúcha ZH






