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Artigo: A atuação do professor frente às dificuldades de aprendizagem

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Ana Lanches

O ensino no Brasil, dentro do contexto histórico, era aplicado com muita rigidez. Hoje existem muitas facilidades tanto para o aluno quanto nas ferramentas de ensino para os educadores, o que reflete diretamente na maior participação e interação dos agentes professor/aluno para concretizar o processo de aprendizagem. Com a melhoria do ensino, dentro dos grupos participativos da classe escolar, destacam-se crianças muito agitadas ou distraídas em níveis extremos.

Após a identificação dos problemas, o professor deve estar atento para superar juntamente com o grande grupo e o próprio aluno através das atividades propostas pelo pedagogo, e analisar as causas das dificuldades no processo de leitura e letramento dos alunos, especialmente das séries iniciais. O pedagogo, no papel de docente, possui como função além de ensinar seus alunos a ler e escrever, fazer com que eles aprendam a compreender e interpretar satisfatoriamente, pois a leitura é um dos primeiros e mais importantes passos para o acesso ao conhecimento.

O olhar diferenciado para os alunos que possuíam necessidades especiais, coloca em polêmica, a aceitação de que essas crianças precisavam frequentar escolas de educação especial, isso por volta de 1904 (MARCHESI, 2004).

A partir dos anos de 1960, as movimentações sociais dentro de um contexto político tinham um caráter global, e lutavam por mais igualdades das classes minoritárias atingidas por formas de exclusão social. Surgindo a preocupação da integração das pessoas, principalmente voltada para a esfera educacional. A formação de um indivíduo na juventude e na fase adulta depende indubitavelmente de uma boa formação pessoal e social desenvolvida nas séries iniciais, o que se constrói na integração funcional para reduzir as distâncias educativas das necessidades especiais.  (MARCHESI, 2004)

O pedagogo, portanto, necessita explorar as habilidades de cada aluno, utilizando técnicas pedagógicas e didáticas adequadas a cada nível de ensino e a cada aluno para a superação das dificuldades, associando a isso, os conhecimentos técnicos adquiridos ao longo do estudo acadêmico e principalmente conhecimentos filosóficos, bem como a agregação de outros setores da escola e de outros profissionais se necessário, como psicopedagogo, psicólogo ou fonoaudiólogo, por exemplo.

É preciso usar a linguagem como forma de cidadania. É um direito da criança, um dever da escola e uma responsabilidade grande do professor. Sob esse ponto de vista, destaca Rego (2007): “a alfabetização dar-se-ia através de uma profunda imersão das crianças nas práticas sociais de leitura e escrita, descartando-se qualquer tipo de atividade didática que não estivesse vinculada a essas práticas”. (DALLA VALLE, 2011, p. 81)

            Para tanto, o pedagogo deve cumprir seu papel social, sendo um mediador para a construção do saber e para o processo de ensino aprendizagem da leitura, pois o respectivo processo nas séries iniciais deve ser interessante aos alunos, para que eles gostem da escola e busquem aprender, para que conheçam e respeitem a sua realidade, seu dia-a-dia, seu vocabulário, seus conhecimentos, suas origens, suas famílias, e sua cultura, agregando os seus conhecimentos aos adquiridos na escola, através do currículo escolar, respeitando a diversidade cultural e a realidade de cada um e de cada sociedade, de modo que possam ler, escrever e interpretar o mundo que o cerca.

Destarte, o pedagogo cumpre seu papel preparando atividades produtivas, criativas e interessantes aos alunos, para que ele goste da escola, se sinta bem e queira aprender cada dia mais, buscando informações, pois é nesse processo que o ensino de qualidade se torna eficaz para a formação de cada aluno, em sua cidadania e sua realidade social.

As práticas pedagógicas da alfabetização devem se constituir a partir dos conhecimentos prévios sobre o mundo e, a partir deles, trabalhar com ações que incorporem essas experiências vivenciadas pelas crianças e sua realidade. Essa premissa possibilita, ao professor, desenvolver em qualquer etapa, mobilidade de ensino ou dificuldade de aprendizagem atividades que permitam aos sujeitos do processo interagir sobre o objeto do conhecimento, ou seja, a linguagem escrita e a leitura. Nessa lógica o ensino deve ocupar  “espaços variados que podem e devem extrapolar os muros da escola explorando” ( MEC, pag.16)  diferentes espaços da comunidade onde a escola está inserida.

Portanto trabalhar com questões da realidade requer um olhar diferenciado a cerca das práticas educativas partindo do olhar do aluno como sujeito do seu processo de aprendizagem, essa perspectiva deve nos levar a trabalhar com as práticas reflexivas.

PROFESSORA FABIANA ORTIZ

LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA – ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL/ EDUCAÇÃO INFANTIL/ENSINO MÉDIO NA MODALIDADE NORMAL E EM CURSOS DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL.

ESPUMOSO, 13 DE MARÇO DE 2018.

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