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Artigo: Autismo – Uma diferença igual.

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Nós, pais e professores, vivemos em um meio em que, cada vez mais, somos cobrados para que tomamos uma atitude mais positiva em relação aos “filhos, crianças e alunos”, que de um jeito ou de outro, não correspondem aos padrões de uma sociedade.

Existem tantas teorias para o tratamento e convivência, porém nenhuma funciona nas diferentes situações, refiro-me ao diagnóstico de autismo, mas especificamente Asperger.

Por que é tão difícil reconhecer e compreender as características se cada ser humano interage (ou não) de diferentes formas? Muitas vezes não conseguimos alcançar o mundo dessa criança que se isola num espaço só dela.  O que podemos fazer, enquanto leigos, com tantos diagnósticos e tão variados que se apresentam para nós?  Até que ponto nós diferenciamos as dificuldades e necessidades tão particulares, sem nos confundirmos com a preguiça, a má vontade, o desinteresse por parte deles? Estas e outras questões podem ser respondidas com uma introspecção de quem convive com um autista ou através de leituras de diversas maneiras e uma delas é o livro Uma menina Estranha de Temple Grandin: A cientista faz parte dos 70 milhões de pessoas que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), vivem com essa condição. Ou melhor, fazem parte do transtorno do espectro autista (TEA). Desde 2013, quando foi lançado o último Manual Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, o DSM-5, a classificação do autismo mudou. Antes ele era dividido em cinco categorias, como síndrome de Asperger e outras de nome cabeludo. Hoje, é uma coisa só, com diferentes graus de funcionalidade. “O espectro agrupa desde um quadro mais leve, ou alta funcionalidade, com inteligência acima da média, a casos em que há retardo mental, a baixa funcionalidade”, disseca Marisa Furia Silva, presidente da Associação Brasileira de Autismo (ABRA).

Isso nos leva a acreditar que temos um longo caminho a percorrer e aprender com essas crianças, pois estamos muitas vezes cobrando e exigindo coisas que não fazem sentindo e não acrescentam nada na vida deles. Por esse motivo, a abordagem que damos a determinado assunto não desperta o interesse e nem motivação, e, sim o desinteresse, aí vem o isolamento, a chamada preguiça e má vontade tão cobrados pelas famílias e escolas.

Então, não podemos desistir, a vida nós dá, e a vida nos cobra que busquemos conhecimentos para aprendermos e com toda a humildade aceitarmos as pessoas com seus defeitos e limitações, o que todos temos. Somos todos humanos, passíveis de defeitos.

Professora Sandra Comin

Pós-Graduada em História Política do Brasil e graduada em história.

 

 

 

 

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