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ARTIGO | CRIATIVIDADE, ARTE E INTERAÇÃO SOCIAL

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Imagem: Ilustrativa/Divulgação
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Ana Lanches

A criatividade nasce no ser humano como necessidade imperativa e vital de desenvolvimento, dentro de todas as nuances de realidade social, onde os valores culturais se interligam.

          Ser criativo favorece todas as formas de interação social e nesse sentido é a arte quem propicia o desenvolvimento equilibrado entre pensar, sentir, perceber, imaginar e criar. A arte enquanto linguagem não precisa cumprir uma função, mas cada vez mais conclui-se sobre o impacto positivo das atividades artísticas no desenvolvimento das crianças e adolescentes.

          Sentir a existência como algo inestimável, que realmente vale ser intensamente vivido, só é possível entre os indivíduos cuja vida se exteriorize por múltiplas e variadas manifestações de criatividade. Os que duvidam de seu valor de dignidade, frequentemente não podem vivê-la criadoramente.

          A mãe que reforça a dependência do filho, que o superprotege, reduzindo o número e a qualidade de suas experiências infantis e que, por isso mesmo o distancia de um envolvimento pessoal pleno no agora de todos os dias, está a pretexto de reduzir os perigos que, eventualmente, podem ameaçá-lo, diminuindo assim as suas possibilidades de expansão criadora. Por outro lado, o professor também sempre deve reconhecer o valor de seu aluno como indivíduo único, promissor de potencialidades lactentes e singularidades, possibilitando dessa forma a estimulação e o cultivo dos potenciais criadores do estudante.

          A arte no ambiente escolar tem o poder transformador de desenvolver a criatividade e a capacidade intelectual, ensina a solucionar problemas, desafiar limites e aumentar o repertorio cultural.

          Muitas vezes, crianças e adolescentes criativos acabam causando problemas no lar e na escola onde predominam as regras, normas e padrões, uma vez que se caracterizam pela alta impulsividade, grande capacidade de pensamento e raciocínio, extrema sensibilidade e uma poderosa autodeterminação.

          É absolutamente importante o contato com a arte por crianças e adolescentes primeiro porque são envolvidos, além da inteligência e do raciocínio, o afetivo e o emocional.

          Falar em artes é pensar naturalmente em criatividade e imaginação.

Autora:
Luci M. Bertani
Professora Licenciada em Educação Artística
Habilitação em Artes Plásticas.

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