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Autorização para vacinar adolescentes permitirá que 85% dos gaúchos sejam imunizados

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Foto: Cris Mattos / O Tempo/Estadão
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Ana Lanches

Com o aval conferido pelo Ministério da Saúde nessa terça-feira (27) para vacinar adolescentes contra a covid-19, o Rio Grande do Sul poderá vacinar 85% de toda a sua população. A ampliação do público apto a receber um imunizante deve auxiliar para a conquista da imunidade coletiva, quando entre 70% e 75% da população tiver recebido as duas doses, uma projeção para controlar a pandemia.

A inclusão dos adolescentes e o aval para aplicar a segunda dose da AstraZeneca e da Pfizer em três semanas em vez de três meses são dois esforços do Ministério da Saúde para evitar uma nova onda da pandemia causada pela variante Delta, altamente transmissível. Não há previsão de vacinação no Rio Grande do Sul ainda, segundo o governo do Estado.

Cálculos da Secretaria Estadual da Saúde (SES) apontam que há 862.658 jovens de 12 a 17 anos no Rio Grande do Sul. Descontados os 43.133 com comorbidades que já podem se vacinar em solo gaúcho desde a semana passada, a expectativa é de que 819.525 mil adolescentes sem doenças crônicas estejam aptos a se vacinar no Estado com a liberação do governo federal.

Com a inclusão desse novo grupo, o Rio Grande do Sul amplia a população apta a se vacinar – passando de 8.931.116 para 9.750.641 gaúchos vacináveis. Agora, 85,3% de toda população do Estado está liberada para receber um imunizante no braço.

— Mesmo que alguns recusem a vacinação, com mais pessoas se vacinando atingiremos, em algum momento, a imunidade de rebanho. Vacinar uma parcela adicional de pessoas que têm grande contato social é muito importante. Quanto mais rapidamente ampliarmos a cobertura, mais rapidamente controlaremos a epidemia. Estamos nos dirigindo para o fim da epidemia — analisa o médico Alessandro Pasqualotto, chefe da Infectologia da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e professor da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

No Brasil, a vacina da Pfizer é a única liberada para aplicação em adolescentes. Mas o cenário pode mudar no futuro: a farmacêutica estuda a aplicação em crianças de cinco a 11 anos. Além disso, estudo feito com a CoronaVac na China mostrou que o imunizante é seguro e eficaz para aplicação em crianças dos três aos 17 anos. A análise foi publicada neste mês no periódico The Lancet Infectious Diseases.
*GZH.

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