A Polícia Federal realiza hoje a operação Transparência para apurar irregularidades em emendas parlamentares, e a advogada Mariângela Fialek — que foi assessora do deputado federal Arthur Lira (PP-AL) até 2024 — é alvo de busca e apreensão.
Os mandados foram expedidos pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino. As buscas ocorrem na casa de Fialek e em seu local de trabalho, na Câmara dos Deputados.
Conhecida como Tuca, a advogada também foi conselheira fiscal da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) até 2023, estatal que foi amplamente abastecido com emendas do “orçamento secreto”.
Fialek era a responsável por cuidar da liberação do “orçamento secreto” quando Lira era presidente da Câmara dos Deputados, conforme o UOL noticiou em 2024.
Estão sendo investigados os crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção, informou a PF em nota (sem divulgar o nome do alvo da operação).
Outro lado: Lira afirmou ao UOL que não se manifestará enquanto não tiver mais informações sobre a operação. A reportagem tenta contato com Fialek e sua defesa, e o texto será atualizado em caso de manifestação.
Quem é a ex-assessora de Lira?
De 2021 até o início de 2024, Fialek estava lotada no gabinete de Lira; agora, cumpre a mesma função, lotada na liderança do PP.
No site da Transparência da Câmara consta que ela segue na liderança do partido e que recebeu salário de R$ 23 mil em novembro.
Na gestão de Motta, ela continuou controlando uma planilha de distribuição de verbas extras para parlamentares —negociações políticas em que o Executivo entrega mais recursos a deputados aliados do que as emendas parlamentares previstas.
No governo Lula, Fialek foi responsável por administrar um novo orçamento secreto no Ministério da Saúde, por exemplo, com distribuição de verbas privilegiando aliados do governo e a elite do Congresso, e também controla a distribuição de emendas de comissão.
UOL






