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Caso Oliver: Justiça nega ida de “pai” a velório do menino de 3 anos

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Missionário norte-americano, que confessou o crime, teve o pedido para ir ao enterro negado pela Justiça. A mãe da criança, que também está presa, pode participar.

O velório do menino Oliver Golden Grayson, de três anos, morto no início do mês após ser agredido pelo pai, ocorreu nesta quarta-feira,(22/7), às 14h, no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, em Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre.

A mãe, Mayanna Rodgers, recebeu autorização judicial para ir ao velório, mas a Justiça negou a participação do pai, o Missionário Norte-Americano D’andre Jermaine Grayson, na cerimônia.

A despedida foi organizada pela prefeitura do município. O corpo da criança foi reconhecido no Departamento Médico Legal,(DML).

A família se enquadra em critérios de vulnerabilidade necessários para que ocorra um “VELÓRIO SOCIAL”, previsto pela administração municipal.

OLIVER morreu no dia (8/7).
Os quatro irmãos da vítima seguem em um abrigo.

D’ANDRE confessou ter batido no filho porque a criança não lhe deu “BOM DIA”. A defesa do homem havia pedido autorização para que ele participasse da cerimônia de despedida, mas a Justiça negou o pedido devido a riscos de segurança.

“No caso, o indeferimento não decorre de um juízo definitivo de culpabilidade, mas das circunstâncias objetivamente verificadas, dentre elas a admissão da prática dos fatos pelo investigado perante a autoridade policial e os riscos concretos que sua condução ao sepultamento representa à sua própria integridade física, à segurança dos agentes encarregados da escolta e dos demais participantes da cerimônia fúnebre”, disse o juiz.

Em nota, os advogados que representam D’ANDRE afirmaram que a defesa “respeita e compreende os fundamentos utilizados pelo Magistrado”. O texto também diz que os defensores recebem com alívio a decisão que permitirá o reencontro da mãe com as crianças, que foram levados para um abrigo.

A Polícia Civil investiga se a mãe foi omissa ou se participou das agressões, além de apurar possíveis falhas na rede de proteção à criança. O inquérito deve ser concluído no início de agosto.

A Justiça determinou que a mãe de Oliver fosse escoltada para fora da prisão para reconhecer o corpo do filho. O deslocamento de Mayanna da Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba ao DML foi autorizado após o Ministério Público do Estado (MPRS) informar ao Judiciário que todas as perícias necessárias já foram concluídas, não havendo mais impedimentos legais para a entrega do corpo à família.

A defesa de Mayanna informou que o DML realizou o reconhecimento de Oliver através da papiloscopia, método que identifica indivíduos através das impressões digitais, palmares ou plantares.

Anteriormente, a direção do presídio onde ela estava havia negado a liberação extraordinária da detenta, sob o argumento de que a grande repercussão do caso gerava riscos à integridade física dela e dos agentes de escolta.
Na ocasião, a defesa de Mayanna criticou a medida, classificando-a como uma “PUNIÇÃO ANTECIPADA”.

Até o momento, 11 testemunhas foram ouvidas pela investigação e a previsão de conclusão do inquérito é para agosto.

A delegada Luana Medeiros, responsável pela investigação, afirmou que os pais orientavam os filhos a esconder os machucados. De acordo com a polícia, as crianças usariam roupas compridas e seriam instruídas a inventar histórias para justificar as marcas pelo corpo.

A polícia também analisou a estrutura da residência da família. O local é uma casa de madeira pequena, sem portas, onde a divisão dos cômodos era feita apenas por panos.

A investigação apura a conduta da mãe e avalia, por meio de perícias psíquicas que ainda serão realizadas com as crianças, se ela foi omissa em relação à morte e às agressões ou se também praticava as torturas. Em um inquérito separado, a Polícia Civil investiga indícios de que Mayanna sofria violência física e psicológica do marido.

As polícias civis de santa Catarina e de São Paulo enviaram cópias de ocorrências que apontam indícios de maus-tratos cometidos pela família nesses estados entre 2024 e 2025. A Polícia Federal (PF) e a Interpol também foram acionadas para verificar os antecedentes dos estrangeiros e a situação legal da família no Brasil.

A polícia investiga possíveis falhas na rede de proteção de Viamão, onde a família morava, para esclarecer quais medidas foram adotadas diante dos sinais de maus tratos.

ENTENDA O CASO

A Polícia Civil afirma que o menino de 3 anos teria sido espancado pelo próprio pai em Viamão. O Missionário Norte-Americano confessou o crime à polícia e está preso preventivamente desde domingo, (5/7). Em depoimento à polícia, ele disse que a motivação para as agressões foi o filho não ter lhe dado “BOM DIA”.

De acordo com a Delegada Luana Tamiozzo Medeiros, substituta na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) e responsável pela investigação, o homem relatou ter desferido socos no peito e no abdômen da criança, além de ter batido a cabeça do menino contra o chão. O crime aconteceu no Distrito de Águas Claras, onde a família mora.

O QUE DIZ A DEFESA DE D’ANDRE

“A defesa de D’ANDRE GRAYSON informa que foi intimada da decisão judicial que indeferiu a participação do investigado no funeral de seu filho OLIVER. Que respeita e compreende os fundamentos utilizados pelo Magistrado que decidiu pelo indeferimento, ante aos riscos de segurança que envolvem participação do Sr D’ANDRE. Bem como, recebe com alívio a decisão que permitiu o reencontro da mãe com os 4 filhos nesse momento de consternação.

Destaca, ainda, que aguarda o fim das investigações para que possa exercer a defesa com plenitude através do contraditório. Por fim, defesa reafirma que seguirá atuando com serenidade técnica, firmeza e absoluto compromisso com os direitos fundamentais de seu cliente.
ISMAEL SCHMITT / JADER SANTOS”

O QUE DIZ A DEFESA DE MAYANNA

“A defesa de MAYANNA ANGELINA RODGERS está colaborando com as autoridades, permanecendo a disposição da justiça para esclarecimentos dos fatos.

Consigna que a constituinte é vítima e se encontrava em estado de grave vulnerabilidade no contexto de violência doméstica, física, emocional e espiritualmente, circunstâncias estas que merecem apuração cuidadosa e técnica, sem qualquer julgamento antecipado.

A defesa confia no devido processo legal, contraditório e ampla defesa, nos termos da CONSTITUIÇÃO FEDERAL, reafirmando que apenas a ampla instrução processual permitirá a correta apuração dos fatos”.

Notícias 24h

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