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Dengue no RS: com mais duas mortes confirmadas, estado chega a 69 óbitos no ano

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O Rio Grande do Sul alcançou, nesta sexta-feira (12), o número de 69 mortes provocadas pela dengue em 2024. Além disso, são 58,8 mil casos confirmados da doença até agora.

Nesta reportagem, você confere os números mais recentes da doença no estado:

1. Mortes mais recentes

As vítimas mais recentes da dengue são:

Sexta-feira (12):

  • HOMEM INDÍGENA
    Idade: 
    24 anos
    Cidade: 
    Tenente Portela
    Condição: 
    sem doenças pré-existentes
    Data da morte: 
    07/04/2024
  • HOMEM
    Idade: 
    75 anos
    Cidade: São Leopoldo
    Condição: sem doenças pré-existentes
    Data da morte: 10/04/2024

 

Quarta-feira (10):

  • MULHER
    Idade: 
    68 anos
    Cidade: 
    Três Passos
    Condição: 
    com doenças pré-existentes
    Data da morte: 21/03/2024
  • MULHER
    Idade: 
    65 anos
    Cidade: 
    Maçambará
    Condição: 
    com doenças pré-existentes
    Data da morte: 
    30/03/2024
  • HOMEM
    Idade: 
    66 anos
    Cidade: 
    Porto Lucena
    Condição: 
    sem doenças pré-existentes
    Data da morte: 
    17/03/2024

 

Terça-feira (9):

  • MULHER
    Idade: 
    66 anos
    Cidade: 
    Novo Hamburgo
    Condição: 
    com doenças pré-existentes
    Data da morte: 
    05/04/2024
  • HOMEM
    Idade: 
    64 anos
    Cidade: São Leopoldo
    Condição: com doenças pré-existentes
    Data da morte: 17/02/2024
  • MULHER
    Idade: 
    56 anos
    Cidade: São Leopoldo
    Condição: com doenças pré-existentes
    Data da morte: 28/03/2024
  • MULHER
    Idade: 
    86 anos
    Cidade: São Leopoldo
    Condição: com doenças pré-existentes
    Data da morte: 03/04/2024

Segunda-feira (8):

  • HOMEM INDÍGENA
    Idade: 
    60 anos
    Cidade: Tenente Portela
    Condição: com doenças pré-existentes
    Data da morte: 21/03/2024
  • HOMEM
    Idade: 84 anos
    Cidade: Crissiumal
    Condição: sem doenças pré-existentes
    Data da morte: 02/04/2024
  • MULHER
    Idade: 
    61 anos
    Cidade: Cruz Alta
    Condição: com doenças pré-existentes
    Data da morte: 04/04/2024

2. Perfil das vítimas

Ao todo, o RS soma 35 homens e 34 mulheres entre as vítimas. A maior parte dos óbitos é entre pacientes com mais de 60 anos. São Leopoldo, na Região Metropolitana, é a cidade com o maior número de mortes.

3. Panorama de casos

Dos 497 municípios do RS, apenas 31 não estão infestados pelo mosquito que transmite a dengue, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde. Distribuídas entre a faixa Leste e o Sul do estado, as cidades representam 6,2% da totalidade dos municípios.

Somente 31 das quase 500 cidades do RS estão sem infestação contra a dengue — Foto: Reprodução/RBS TV

Santa Rosa, município de 77 mil habitantes na Região Noroeste, tem o maior número de casos de dengue no RS. São 7,9 mil infecções notificadas, conforme a atualização mais recente.

4. O que explica essa situação

Esse cenário, de acordo com o virologista Fernando Spilki, está relacionado ao acúmulo de alguns eventos climáticos e sanitários que, ao longo dos últimos dois anos, favoreceram a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Entre os fatores que propiciaram o contexto destaca-se a elevação das temperaturas e as chuvas no Rio Grande do Sul.

“O número de dias que a gente tem acumulado, por exemplo, com temperatura acima dos 29ºC, é um determinante sempre importante dos surtos de dengue, que neste ano está instalado na região Sul e Sudeste”, explica Spilk.

5. Prevenção e sintomas

Medidas de prevenção à proliferação e circulação do inseto, com a limpeza e revisão das áreas interna e externa das residências ou apartamentos, impedem o mosquito de nascer, cortando o ciclo de vida na fase aquática.

A Secretaria da Saúde reforça a importância de que a população procure atendimento médico nos serviços de saúde logo nos primeiros sintomas, que são:

  • febre alta (39°C a 40°C), com duração de dois a sete dias, dor retro-orbital (atrás dos olhos)
  • dor de cabeça
  • dor no corpo
  • dor nas articulações
  • mal-estar geral
  • náusea
  • vômito
  • diarreia
  • manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira

A busca por atendimento no começo da manifestação das sensações de desconforto físico é uma maneira de evitar o agravamento da doença e a possível evolução para óbito. A SES indica o uso de repelente para proteção individual contra o Aedes aegypti.

Fonte: G1

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