EducaçãoGeral

Desanimados, professores têm receio de demissões e resistem em aderir à greve

0
Compartilhe este post

[vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]

O desgaste causado por anos de trabalho com salário baixo em escolas sucateadas tem desanimado professores da rede estadual de ensino. Para alguns docentes, tantos problemas são reflexo da desvalorização da educação. Essa sensação de abandono é percebida a cada greve na rede estadual: em Caxias do Sul, a adesão tem sido tímida nos últimos anos, tanto que a maior parte dos colégios consegue manter a programação realocando profissionais para suprir a lacuna dos poucos grevistas.

No decorrer da semana passada, o número de professores que cruzaram os braços até aumentou, impulsionado por estudantes que não foram para a sala de aula. Mesmo assim, o índice é pequeno: dos 1.823 docentes do Estado em Caxias, 115 haviam confirmado greve na sexta-feira, o que representa 6%.

Diversos fatores contribuem para que o movimento não tenha adesão maciça. Mas, apesar dos motivos para esmorecer e de nem sempre as demandas solicitadas serem atendidas, os docentes seguem em sala de aula e além dela: corrigem trabalhos em casa, preparam material fora do horário e se desdobram, porque o propósito final é ensinar.

O receio de descontos no salário é compartilhado por muitos. Aqueles que decidiram parar já sabem que vão receber menos do que o habitual. Diretora da escola Maguary, no Universitário, Mara Regina Souza faz coro:

— Penso que o movimento está fraco, o governador disse que não tem dinheiro. E disse que vai cortar o ponto de quem fizer greve. Então vai ter mais redução, e nosso salário já está parcelado — resigna-se Mara, reforçando que todos os professores têm autonomia para decidir entrar em greve ou não.

Embora seja convocada para provocar melhorias, as paralisações têm reflexos: aulas perdidas têm de ser recuperadas, porque cada escola deve oferecer 200 dias letivos ao ano, meta da Lei de Diretrizes e Bases (LDB). Manter as portas abertas por período estendido é uma preocupação que vai além das férias: é que muitos alunos só vão para a escola graças ao transporte público, pago mediante acordo de Estado, município e União e com data para terminar.

Fonte: Diário Gaúcho

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Mais em Educação