O ex-vice-presidente de futebol do Inter, José Olavo Bisol, solicitou licença do cargo de vice-presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF). A decisão foi anunciada nesta semana por meio de uma manifestação publicada em suas redes sociais, na qual o dirigente faz críticas à condução da entidade presidida por Luciano Hocsman.
Sem detalhar episódios específicos, Bisol afirmou que encontrou uma realidade diferente da esperada ao retornar às atividades da federação neste ano. Segundo ele, faltam transparência, diálogo e participação efetiva da diretoria nos processos decisórios.
“Voltei em janeiro esperando contribuir de forma significativa. O que encontrei, porém, foi bem diferente do que imaginava. Uma gestão que não dialoga, que não comunica claramente, e que responde questões legítimas com defensiva em vez de abertura”, escreveu.
Na manifestação, o dirigente também questionou a forma como decisões envolvendo calendários, regulamentos e procedimentos administrativos são conduzidas. “Quando decisões importantes sobre calendários, regulamentos e procedimentos administrativos são tomadas sem transparência, quando a informação circula por boatos em vez de comunicação clara, algo não está certo”, afirmou.
Ao justificar o afastamento, o dirigente afirmou que não conseguiu exercer plenamente o mandato. “Por não conseguir exercer meu mandato nessas condições, e por não ver abertura para mudança, a decisão mais honesta é me licenciar”, concluiu.
Bisol integrava a diretoria da FGF desde a eleição de Luciano Hocsman, no início de 2024, e permaneceria no cargo até 2027. Antes disso, foi vice-presidente de futebol do Inter entre agosto de 2024 e o encerramento da temporada passada. Após a permanência colorada na Série A ser confirmada apenas na última rodada do Brasileirão, ele deixou o cargo alegando motivos particulares.
A vaga de vice-presidente de futebol do Inter segue aberta desde então, apesar de o preenchimento do posto estar previsto no estatuto do clube.
Correio do Povo






