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Ex-tutora da cadela que engoliu 55 pedras de crack em Joinville volta a ser presa por tráfico de drogas

Foto: Reprodução
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A ex-tutora da cadela Antonieta, filhote de buldogue francês que ficou conhecida nacionalmente após engolir 55 pedras de crack em Joinville, foi presa novamente neste domingo (3), com 33 porções de substância análoga à droga. A prisão ocorreu no mesmo dia em que a cadelinha recebeu alta da UTI veterinária em Curitiba e voltou para a cidade.

Conforme a Guarda Municipal de Joinville, a mulher foi flagrada na região central escondendo as porções ao perceber a aproximação da guarnição. Ela usava tornozeleira eletrônica e já havia sido presa anteriormente pelo caso de maus-tratos contra a própria cachorra e por tráfico de drogas.

A suspeita foi presa em flagrante e encaminhada à Central de Polícia. Até a manhã desta segunda-feira (4), não havia atualização oficial das polícias Militar e Civil sobre a situação da detenção.

Mesmo dia da alta

A coincidência reacendeu um caso que repercutiu em todo o país. Antonieta passou semanas internada em uma clínica de Curitiba, onde recebeu alta da UTI no domingo (3) após apresentar problemas gastrointestinais decorrentes da intoxicação. A viagem de volta a Joinville só foi liberada depois que o quadro de saúde da filhote ficou estável.

A cadelinha agora segue em tratamento para gastrite, colite e pancreatite. Conforme a equipe veterinária responsável pelo caso, ela precisará de medicação contínua por pelo menos quatro meses para evitar convulsões e ainda passará por sessões de fisioterapia em razão de sequelas. A expectativa é de que Antonieta seja adotada por um policial envolvido no resgate.

Entenda o caso

Antonieta foi levada por um casal e pela filha à clínica veterinária em Joinville no dia 17 de abril, com sinais severos de intoxicação. Durante o atendimento, a filhote chegou a vomitar parte da substância ingerida. Exames de imagem confirmaram a presença de mais material no organismo, e uma cirurgia de emergência identificou a ingestão de 55 pedras de crack.

A Polícia Militar de Santa Catarina foi acionada e, no local, a filha do casal assumiu a posse da droga, sendo presa em flagrante por tráfico e maus-tratos. Na ocasião, ela foi liberada após a Justiça entender que a quantidade apreendida, cerca de 12 gramas, não caracterizava tráfico.

Além da intoxicação, os veterinários também identificaram sinais de negligência, como falta de vacinação e vermifugação. A cadela passou por microchipagem como parte do processo de identificação e segurança após a recuperação.

O caso segue em apuração.

Jornal Razão

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