O renomado ex-jogador e ex-técnico do Internacional e da Seleção Brasileira, Paulo Roberto Falcão, de 69 anos, se viu envolvido em uma polêmica acusação que resultou em sua saída do cargo de coordenador de futebol do Santos. A demissão ocorreu após uma funcionária de hotel acusá-lo de importunação sexual. A mulher, de 26 anos, teria sido assediada pelo ex-atleta no próprio ambiente de trabalho.
A controvérsia veio à tona na tarde da última sexta-feira (4), quando Falcão divulgou uma nota nas redes sociais negando veementemente a acusação de importunação sexual. Entretanto, as informações sobre o caso haviam sido inicialmente divulgadas pelo portal G1 e pelo site Trivela. De acordo com o registro feito na Delegacia de Defesa da Mulher de Santos, os detalhes dos acontecimentos foram registrados apenas no depoimento da mulher, que esteve acompanhada por três testemunhas. O documento aponta que não foi solicitado um exame de corpo de delito, já que não havia vestígios de agressão física.
Na nota, Falcão justificou sua saída do clube alegando o momento difícil vivido pelo time em campo:
“Em respeito à torcida do Santos Futebol Clube, diante dos protestos recentes devido ao desempenho da equipe, decidi deixar o cargo de coordenador esportivo nesta data. Meu compromisso principal é preservar a imagem da instituição. Quanto à acusação surpreendente veiculada pela mídia nesta sexta-feira, afirmo categoricamente que não corresponde à verdade”.
A acusação e a subsequente demissão de Falcão trouxeram uma sombra de incerteza sobre o futuro do ex-jogador e técnico, cuja carreira foi marcada por glórias e conquistas. Enquanto as investigações prosseguem e as declarações se cruzam, o episódio destaca a complexidade das questões envolvendo assédio e as repercussões que elas podem ter, mesmo quando envolvem personalidades esportivas de renome.
Com informações: Fernando Kopper
Fonte: GZH






