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Finlândia e Reino Unido treinam cães para detectar Covid-19 em aeroportos

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Neste período ainda experimental, não há contato direto entre cães e passageiros | Foto: Antti Aimo-Koivisto / Lehtikuva / AFP
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Ana Lanches

Iniciado em Dubai, nos Emirados Arábes Unidos, e depois exportado para Helsinque, na Finlândia, o programa de cães farejadores de Covid-19 em aeroportos começa a ser desenvolvido também no Reino Unido. Seis animais especializados em biodetecção estão sendo treinados em Milton Keynes, cidade da Inglaterra a 70 quilômetros a Noroeste de Londres. Para aprenderem a diferenciar os aromas, eles usam amostras de meias e camisetas de voluntários que tiveram teste positivo ou negativo para o vírus.

Entre os voluntários estão 3,5 mil funcionários do Sistema Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) de todo o país. Outro trabalho também está sendo desenvolvido pela Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTM, na sigla em inglês), juntamente com a Durham University e a instituição de caridade Medical Detection Dogs.

Desde quarta-feira, quatro cães trocam de turnos no Aeroporto de Helsinque no esquema para tentar uma nova forma de detectar o novo coronavírus em passageiros que chegam à Finlândia. De acordo com uma pesquisa da faculdade de veterinária da Universidade de Helsinque, cães podem detectar Covid-19 com quase 100% de eficácia. “Estamos entre os pioneiros. Até onde sabemos, nenhum outro aeroporto tentou usar a detecção de odor canino em uma escala tão grande contra a Covid-19”, disse a operadora aeroportuária finlandesa Finavia. “Este pode ser um passo a mais no caminho para vencer a doença”, acrescentou.

O teste funciona com os viajantes tendo de esfregar um pano em sua pele que será verificado por um cão, separado em uma cabine. A intenção é manter o anonimato dos possíveis doentes e preservar os animais. Os passageiros que os cachorros apontarem como positivo – o que leva no máximo sete minutos – são encaminhados para fazerem uma verificação convencional adicional.

Timo Aronkyto, o vice-prefeito de Vantaa, a capital da região finlandesa onde o aeroporto está localizado, disse que o programa está custando 300 mil euros, um valor que ele chamou de “notavelmente menor” do que para outros métodos de teste em massa de passageiros que chegam. A Wise Nose, uma organização finlandesa especializada em detecção de cheiros, fez parceria com o corpo docente para treinar 16 cães, quatro dos quais estão começando a trabalhar no aeroporto esta semana. Seis ainda estão em treinamento e os demais não conseguiram trabalhar em um ambiente barulhento.

Isso significa que o coronavírus tem cheiro? É nisso que os pesquisadores acreditam. Mas o que exatamente os cães detectam quando farejam o vírus é a “pergunta de um milhão de dólares”. “Nós sabemos como os cães detectam – pelo cheiro – mas não temos ideia do que eles detectam ainda”, disse Anna Hielm-Bjorkman, pesquisadora da Universidade de Helsinque ao Jornal The New York Times. “Se descobrirmos isso, podemos treinar milhares de cães em todo o mundo.”

Cientistas nos Estados Unidos estão investigando se uma pessoa infectada secreta uma substância química que os cães podem cheirar. E um estudo francês publicado em junho encontrou “evidências muito altas” de que o odor do suor de uma pessoa infectada era diferente de uma forma que os cães podiam sentir.

Estudo francês publicado em junho encontrou “evidências muito altas” de que o odor do suor de uma pes | Foto: Antti Aimo-Koivisto / Lehtikuva / AFP

Fonte: Correio do Povo

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