Estiagem agrava cenário de perdas no campo e compromete economia rural
A safra gaúcha de verão 2024/2025 enfrenta uma nova e dura realidade de perdas causadas pela estiagem, repetindo um enredo já conhecido por produtores do Rio Grande do Sul. Desde dezembro de 2024, a irregularidade das chuvas tem imposto um severo estresse hídrico às lavouras, especialmente às de milho e soja.
Em diversas regiões do estado, a ausência de precipitações significativas já ultrapassa 30 dias, o que resulta em um cenário de desolação no campo. Produtores rurais, que mesmo diante de dificuldades apostaram em novos investimentos para esta safra, agora vivem a angústia de contabilizar prejuízos.
De acordo com o consultor agro Márcio Ucker, da Semear, esta é a quarta frustração de safra devido à seca nos últimos anos, após perdas registradas em 2020, 2022, 2023 e agora em 2025. “Se somarmos a safra de 2024, que foi comprometida pelas chuvas intensas de abril e maio, estamos falando de cinco safras consecutivas perdidas no Rio Grande do Sul”, ressaltou Ucker.
A consequência dessa sequência de adversidades climáticas é um agravamento da crise econômica no setor agropecuário. Dívidas acumuladas junto a instituições financeiras, cooperativas e cerealistas crescem em ritmo acelerado, configurando um dos momentos mais desafiadores para o agronegócio gaúcho em décadas.
Com as lavouras comprometidas e a renda no campo em queda, os impactos devem se refletir em toda a cadeia econômica do estado, pressionando ainda mais os produtores e a economia regional.
Rádio Cidade Ibirubá
Foto: Divulgação Marcio Ucker






