O choro logo que a pequena nasceu durou poucos minutos. Como num passe de mágica, assim que a pediatra Dra. Lilian Missio a aproximou da mãe, ele cessou. Mas não havia nada de mágica. A chamada “golden hour” no parto é a primeira hora de vida do recém-nascido e é considerada uma hora de ouro por ser crucial para o vínculo entre mãe e bebê, além de trazer benefícios fisiológicos e emocionais para ambos.
O contato pele a pele com o bebê é uma prática benéfica para o desenvolvimento saudável da criança e o vínculo afetivo com os pais. Ele ajuda a estabilizar os sinais vitais do recém-nascido, como batimentos cardíacos e respiração, a manter a temperatura corporal, a acalmá-lo, a reduzir o choro e o estresse e a promover o aleitamento materno. Essa prática, que deve ser iniciada nos primeiros momentos do nascimento – caso o recém-nascido tenha condições clínicas para isso – pode continuar ao longo dos primeiros meses de vida.
Segundo a médica pediatra, Dra. Lilian Missio, cientificamente o contato pele a pele é muito indicado. “Essa prática consiste em colocar o bebê, nu, sobre o peito da mãe, ou muito próximo a ela, logo após o parto. É recomendado que seja ofertado esse momento de contato contínuo, com pouca intervenção médica”, disse.
Além de ajudar na adaptação à vida fora do útero, ele favorece a formação da microbiota do bebê com a transferência de bactérias benéficas da mãe e promove a sensação de segurança e confiança, reforçando o vínculo entre mãe e bebê e permitindo que ambos se recuperem juntos do parto.
Um momento íntimo, de extrema sintonia, que reforça os laços maternais para toda a vida.







