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Governo inicia retirada gradual de subsídios aos combustíveis

Foto: Arquivo/CE
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O governo federal anunciou o início da retirada gradual dos subsídios criados para conter a alta dos combustíveis durante o período de instabilidade no Oriente Médio. A primeira medida entrou em vigor nesta quarta-feira (1º), com o encerramento da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (30) pela equipe econômica, que atribui a decisão à recente queda no preço internacional do petróleo.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o barril voltou a níveis próximos aos registrados antes do agravamento do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, reduzindo a necessidade de manter parte das medidas emergenciais.

De acordo com o governo, outras subvenções continuam em vigor, mas passam por avaliação para eventual retirada gradual nas próximas semanas.

O que muda

Neste primeiro momento, apenas o benefício de R$ 0,35 por litro do diesel foi encerrado.

Continuam valendo:

  • subsídio de R$ 1,12 por litro do diesel;
  • subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina;
  • subsídio ao gás de cozinha (GLP);
  • desoneração de tributos federais sobre o biodiesel;
  • desoneração sobre o querosene de aviação.
Motivo da decisão

Segundo o governo, a redução das tensões no Oriente Médio e a queda do petróleo diminuíram a pressão sobre os preços internos dos combustíveis.

Além disso, a retirada gradual dos incentivos busca reduzir impactos nas contas públicas e preservar a meta fiscal de 2026.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a manutenção prolongada dos subsídios poderia aumentar a pressão sobre o orçamento federal, especialmente com a redução da arrecadação ligada ao setor do petróleo.

Próximos passos

A expectativa da equipe econômica é continuar monitorando diariamente os preços internacionais. Caso o petróleo permaneça nos níveis atuais, os incentivos restantes ao diesel e à gasolina poderão ser reduzidos de forma gradual.

Segundo o governo, o objetivo é que a retirada ocorra sem provocar impacto significativo nos preços pagos pelos consumidores.

Agência Brasil

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