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Homem que cumpria pena por estupro é solto após provar inocência

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Juliano (Direita) ao lado do advogado Ivan Batista
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O Tribunal de Justiça do RS mandou soltar um empresário de 35 anos que ficou preso quase dois anos por um crime de estupro que não cometeu.  Juliano de Souza deixou o Presídio de Espumoso no início do mês de julho. Ele foi acusado de estuprar uma fonoaudióloga na cidade de Tapera-RS, em dezembro de 2011, e provou sua inocência.

A vítima afirmou à polícia que o crime foi cometido por Juliano de Souza, na época seu ex-companheiro.  O processo tramitou na Comarca de Tapera onde o réu foi condenado a pena de 10 anos, o Tribunal de Justiça manteve a sentença condenatória.

Após o início do cumprimento da pena, Juliano contratou o advogado Espumosense Ivan Batista, que verificou inúmeras falhas na condução do processo, bem como pelas mentiras da vítima para incriminar o réu.

A partir daí foi um ingressado com uma Revisão do Processo e em sua sustentação oral, explicou-se que ele estava preso por um crime que não cometeu. A defesa analisou as diversas inconsistências e contradições dos depoimentos, prestados pela vítima do suposto estupro.

Foi preciso demonstrar que todo o restante da prova era completamente inconsistente, que as perícias comprovaram que não houve a violência sexual, a vítima disse que foi estrangulada, mas não havia nenhum hematoma no pescoço. A vítima, na época, num primeiro momento foi a Delegacia e Registrou uma ameaça sem lesões (Maria da Penha), posteriormente acrescentou que teria ocorrido o estupro. Com base nisso, a defesa percebeu que se realmente tivesse sofrido algo, certamente ela teria registrado primeiro o crime mais grave.

O Advogado Ivan Batista explica. “Nós observamos que não havia prova alguma para a condenação, exceto a falsa versão da vítima. Infelizmente, a partir dessa falsa ocorrência, toda a Justiça acabou sendo induzida em erro, culminando com a condenação de um inocente”.

Ivan ainda ressaltou que estava contente pelo resultado, principalmente, porque uma grande injustiça foi desfeita. “Só lamento que o Juliano tenha ficado tanto tempo preso por um crime que ele não cometeu, cujas sequelas em seu psicológico poderão ficar para sempre.” Finalizou o advogado.

Juliano já está trabalhando normalmente com sua empresa de sementes em Espumoso. Durante o tempo em que esteve preso, o homem auxílio em várias reformas no casa prisional onde estava e posteriormente devido ao bom comportamento e dedicação, foi alocado no pelotão da Brigada Militar para auxiliar na limpeza e organização. Enquanto esteve ali por cerca de 40 dias, também realizou vários reparos no quartel.

Agora, depois de absolvido, Juliano quer dar continuidade ao trabalho e o maior desejo e poder e reaproximar da filha “Agora que quero ver minha filha, desde que começou o processo eu deixei de ver a minha filha, mas agora que a minha inocência foi provado eu quero ter esse direito e poder ter a minha filha junto comigo. Já tenho um filho que vive comigo, mas quero minha filha convivendo comigo.“ explicou Juliano.

Ao finalizar, ele ainda agradeceu o apoio do advogado. “A liberdade não tem preço né! Agora é momento de agradecer ao Dr. Ivan que sempre esteve ao meu lado e mesmo quando eu já havia perdido as esperanças, ele me colocou pra cima e hoje graças a Deus e ao trabalho dele eu estou livre e inocentado. Acredito que Deus tem um proposito para tudo e eu devia passar por isso, mas agora vou curtir a vitória que é minha.” Finalizou.

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