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Homem que mantinha crianças em cárcere privado é morto pela polícia em São Borja

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Agressor estava com uma faca e com um cão ameaçando as vítimas e foi morto depois de várias tentativas de contenção

Um homem de 23 anos foi morto pela Brigada Militar (BM) na noite de terça-feira (2), em São Borja, na Fronteira Oeste, depois de manter três crianças em cárcere privado dentro de uma residência. Ele estaria sob efeito de drogas e ameaçava as vítimas com uma faca e com um cão da raça pitbull. 

Segundo a investigação, o agressor não atendeu aos pedidos dos policiais, reagiu e só foi morto depois de tentativas de contenção com spray de pimenta, golpes com cassetete e balas de borracha. O homem levou dois tiros no peito quando teria tentado esfaquear um dos PMs.

O fato ocorreu por volta de 20h30min de terça-feira em uma residência. Rua, bairro e nome do envolvido no crime não são divulgados para preservar as vítimas, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente

Por cerca de meia hora, ele mantinha os sobrinhos de um, seis e oito anos em cárcere privado na casa. A BM foi acionada pela mãe das crianças e irmã do homem. As informações foram confirmadas pelo delegado Marcos Vianna, titular da 1ª Delegacia de Polícia de São Borja. Segundo ele, dois soldados entraram na residência e se depararam com a cena: as crianças em um sofá com o tio delas em pé, tendo em uma das mãos uma faca e o cachorro — amarrado a uma corrente — em outra.  

Os brigadianos tentaram negociar, mas o tio das crianças teria soltado o cão na direção deles. Rapidamente, um dos soldados teria usado spray de pimenta contra o animal e o dono dele. Vianna conta que o pitbull fugiu e o criminoso foi até o banheiro lavar o rosto. Nesse momento, os sobrinhos foram resgatados e levados para fora da residência. Novamente teria sido solicitado que o homem se entregasse, mas ele teria resistido e sido atingido por dois golpes de cassetete na mão em que segurava a faca. 

Como permanecia com a arma branca, teriam sido disparados três tiros com balas de borracha, arma não letal. Mesmo assim, o homem teria seguido resistindo, tentando esfaquear um dos soldados. Vianna conta que, em legítima defesa, o policial disparou duas vezes contra o peito do agressor. Ele foi socorrido e morreu no hospital.

– Foi uma situação complicada, ainda mais porque temos a informação que ele estava sob efeito de drogas, além de ter histórico de consumo e antecedentes criminais por violência familiar, perturbação de vizinhos e de hospital para dependentes químicos, bem como por pequenos furtos, provavelmente para sustentar o vício – diz Vianna.

Um inquérito foi instaurado, mesmo que o caso esteja solucionado para o delegado, por questões legais e para apurar cárcere privado, ameaça e tentativa de homicídios, bem como pelo próprio homicídio do agressor

*Gaúcha ZH

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