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Hospitais Filantrópicos operam no limite e registram falta de profissionais para atender a pandemia

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Foto Ilustrativa | Pedro Vilela/Getty Images
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Em um dos momentos mais críticos da pandemia no Estado, os hospitais filantrópicos estão com suas estruturas lotadas e capacidade de recursos humanos reduzida.

A Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Rio Grande do Sul, entidade que representa as 260 instituições hospitalares sem fins lucrativos do Estado, fez um levantamento junto à rede, para mapear o status de recursos humanos e os números são preocupantes.

Segundo os cerca de 70 hospitais que participaram do levantamento, 32% relatam dificuldade na contratação de médicos e enfermeiros e 68% têm problemas para contratar técnicos para atuar nas instituições.

Conforme o presidente da Federação, Luciney Bohrer, as dificuldades para contratar colaboradores para atuar em nos hospitais é imensa, até mesmo para manter os serviços em funcionamento. A notícia deixa em alerta porque de nada adianta pedirmos leitos se não há equipes de saúde e isso independe de dinheiro.

Ainda de acordo com Bohrer, o memento atual é o mais complicado da pandemia. Os trabalhadores da saúde estão há 10 meses na linha de frente e estão exaustos. Esse problema atinge todo o Estado e causa dificuldade aos hospitais em manter as equipes.

Caso os números da pandemia sigam crescendo, o colapso no sistema de saúde pode chegar. As festas de fim de ano preocupa a Federação, pois podem fazer com que os casos de coronavírus aumentem ainda mais.

Conforme o presidente só é possível disponibilizar leitos, se tiver recursos humanos. De nada adianta ter o quarto, os equipamentos se não tem os profissionais para trabalhar. Bohrer destaca a dificuldade para se manter a estrutura funcionando. Conforme ele para 10 leitos de UTI funcionarem, são necessário 20 técnicos de enfermagem, 8 enfermeiros e 8 médicos, com formação específica para atender esses pacientes.

De acordo com a Federação, a dificuldade é muito grande para se manter toda essa estrutura.

Fonte: Rádio Uirapuru

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