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Incidente na Semana Farroupilha em Espumoso: Familiares aguardam por respostas

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Após quase dois meses, um trágico incidente ocorrido durante a Semana Farroupilha em Espumoso, permanece sendo uma luta diária para os envolvidos. No dia 20 de setembro, durante um evento tradicionalista na sede do grupo de artes nativas Sepé Tiarajú, uma estrutura de ferro que sustentava a chama crioula, alimentada por querosene, foi deixada desprotegida no chão, em meio a uma multidão de pessoas. Segundo populares, tratava-se de uma estrutura onde a Chama ficava em um suporte.

Com um grande número de participantes, crianças brincavam animadamente nas proximidades do artefato, quando um infortúnio inesperado aconteceu: uma delas esbarrou na estrutura, causando sua queda e espalhando querosene em chamas sobre a multidão.

Nesse momento angustiante, o pequeno Bernardo Bettio Fabris, de apenas 4 anos, que estava nas proximidades, foi atingido pelas chamas do combustível em chamas. Seu pai, Rafael Fabris, agiu de forma corajosa e imediata para tentar apagar o fogo, mas acabou sofrendo graves queimaduras também. Por sorte, o pai estava por perto, evitando uma tragédia ainda mais devastadora.

Ambos necessitaram de atendimento especializado e foram internados na ala de queimaduras do Hospital de Pronto Socorro em Porto Alegre. Rafael enfrentou um período de 15 dias de internação, submetendo-se a diversos procedimentos na pele, que ainda se encontra em processo de cicatrização. Já Bernardo, com queimaduras de terceiro grau, permanece hospitalizado, passando por cirurgias delicadas e traumáticas, sem previsão de alta.

A família das vítimas exige respostas e explicações das autoridades locais. Abaixo segue a nota oficial da família em torno do ocorrido:

NEGLIGÊNCIA COM CHAMA CRIOULA CAUSA ACIDENTE GRAVÍSSIMO EM ESPUMOSO

 “Fatos devem ser divulgados e esclarecidos para que os erros não se repitam”

Depois de quase dois meses, só agora vem à tona na imprensa gaúcha, um fato lamentável ocorrido na semana farroupilha de Espumoso-RS.  No dia 20 de setembro, durante evento tradicionalista na sede do grupo de artes nativas Sepé Tiarajú, uma estrutura de ferro que era usada para amparar a chama crioula, que se mantinha acesa com uso de querosene, foi colocado irresponsavelmente solta no chão, e sem nenhuma proteção, em meio ao grande público.  Com grande número de pessoas no evento, crianças brincavam livremente próximas ao artefato, até que uma esbarrou nele, causando a queda do mesmo no chão em meio ao público, espalhando querosene em chamas nas pessoas.

Neste momento o menino Bernardo Bettio Fabris de 4 anos que estava próximo foi atingido em cheio pelo combustível em chamas, o que resultou em graves queimaduras pelo seu corpo. Seu pai Rafael Fabris que estava próximo ao seu filho, prontamente e de todas as formas tentou apagar as chamas acabando por sofrer sérias queimaduras também. Por sorte o pai estava perto, se não a tragédia poderia ter sido ainda maior.

Os dois precisaram de atendimento especializado, sendo internados no HPS em Porto Alegre, na ala de queimaduras, onde Rafael permaneceu por 15 dias, sendo que passou por vários procedimentos na pele, que ainda está em processo de cicatrização.  Bernardo teve graves queimaduras de terceiro grau, e se encontra internado até hoje, passando por várias cirurgias delicadas e traumáticas, sendo que ainda não tem previsão de alta.

A família das vítimas e a comunidade de Espumoso esperam por respostas e explicações da entidade tradicionalista, bombeiros, ministério público, prefeitura, órgãos fiscalizadores em geral, e também da imprensa local que silenciou totalmente perante este grave acontecimento. Infelizmente o fato foi totalmente encoberto, sem que ninguém fosse a público se manifestar.

Algumas perguntas esperando respostas:

-Como foi permitido manipular querosene em chamas em público?

-De quem é a Responsabilidade Técnica (RT) da estrutura com combustível em chamas em meio as pessoas, solta no piso sem fixação, fora de qualquer padrão de qualidade e segurança?

-O local possuía alvará dos bombeiros, e foi inspecionado?

-Por que a diretoria da entidade encobriu o fato e a imprensa local silenciou?

 

É preciso que este fato seja divulgado, apurando todos os passos que levaram a esse triste episódio.  A ampla divulgação, além de dar as respostas a comunidade e a família das vítimas, servirá de exemplo para outros eventos em todo o estado.

“Fatos devem ser divulgados e esclarecidos para que os erros não se repitam”

Cristiano Zanon

OAB/RS 69697

Espumoso, 08 de novembro de 2023

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