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Investigação sobre ossos de menino francês encontrados nos Alpes cogitam deslocamento do corpo

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Foto: AFP - CHRISTOPHE SIMON
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O rosto de Émile, um menino francês de 2 anos e meio que estava desaparecido há nove meses, na localidade de Haut-Vernet, na região montanhosa dos Alpes de Haute-Provence, volta às manchetes nesta segunda-feira (1°), após a descoberta de ossos que correspondem ao DNA do garotinho no sábado (30). A análise dos restos mortais de Émile deverá estabelecer se a morte foi acidental ou criminosa.

Émile passava o verão na casa dos avós, sem os pais, quando desapareceu do jardim, onde brincava, em 8 de julho do ano passado. As últimas pessoas que viram a criança foram dois vizinhos, que afirmaram que ele estava caminhando sozinho por uma rua da cidade, a 1.200 metros de altitude.

O crânio e alguns dentes de Émile foram encontrados por uma mulher que fazia uma caminhada em uma zona íngreme, a cerca de 1,3 km da casa dos avós, relata o Le Parisien.

Apesar de policiais, cães farejadores e moradores terem vasculhado várias vezes a área, a floresta densa, na época, pode ter dificultado as buscas e a localização dos restos mortais do menino. O prefeito da cidade, François Balique, afirma ao jornal que Émile nunca teria ido sozinho à área onde os ossos foram encontrados.

Tese central das investigações é de deslocamento

Já o jornal Le Figaro destaca que as investigações poderão esclarecer se a morte da criança foi acidental ou criminosa. Os ossos encontrados já estão na região parisiense para análise de peritos. O solo onde o pequeno crânio e alguns dentes foram achados será analisado por antropólogos e especialistas para averiguar se foram removidos de outro lugar.

“As imagens em 3D permitirão analisar as lesões mesmo nove meses depois” do desaparecimento, diz um médico forense ao site de notícias France Info. Para um ex-comandante da polícia entrevistado pelo mesmo site, a tese central das investigações é de que houve deslocamento do corpo.

Cães farejadores passaram anteriormente pelo local sem encontrar vestígios. “Se tivermos apenas o crânio ou elementos muito pequenos, podemos imaginar que o corpo foi movido por um assassino ou pelo mau tempo ou por animais”, explica.

Já o perito-chefe da Polícia Judiciária de Compiègne afirma à impensa francesa que “os dentes podem revelar se houve morte por asfixia”. Por outro lado, se as análises concluírem que a morte foi causada por uma queda, será difícil definir se foi “uma simples queda ou se a criança foi empurrada” na área escarpada. O médico ressalta que ainda não foram encontrados ossos longos de Émile, “necessários para estabelecer se a criança morreu de hipoglicemia ou resfriado”.

RFI

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